quinta-feira, 9 de junho de 2011

A UNIDOS DA TIJUCA É VASCO DA GAMA NO CARNAVAL DE 1998

Vasco da Gama

Para que os amantes do carnaval, torcedores do Vasco da Gama sintam-se prestigiados com a conquista inédita do título da Copa do Brasil, este BLOG presta uma homenagem a galera vascaína... é duro, mas aí vai, aproveitem galera, vamos relembrar o carnaval da Unidos da Tijuca em 1998, que homenageou o Vasco da Gama.

Na madrugada de 23 para 24 de fevereiro de 1998,  o Vasco recebeu uma das homenagens mais bonitas de sua história: foi enredo da escola de samba Unidos da Tijuca no tradicional desfile da Marquês de Sapucaí, ponto alto do Carnaval do Rio de Janeiro.

A aproximação entre as duas instituições se deu pelo fato do presidente da Unidos da Tijuca, Fernando Horta, português de nascimento (aliás, fato único entre as grandes escolas de samba cariocas), ter fortes ligações com o Vasco. Como o ano de 1998 marcava também os 500 anos da descoberta do caminho marítimo para as Índias pelo Almirante Vasco da Gama, a idéia de homenagear tanto o navegador quanto o clube no Sambódromo surgiu naturalmente.

A responsabilidade de contar na avenida a história de um dos personagens portugueses mais importantes de todos os tempos e, ao mesmo tempo, a do clube idolatrado por milhões de brasileiros coube ao carnavalesco Oswaldo Jardim, ex-Mangueira na época. O nome escolhido para o enredo foi "De Gama a Vasco A Epopéia da Tijuca". A sinopse, escrita pelo próprio Jardim fantasia sobre como seria o Almirante Vasco da Gama contando sua própria biografia e, quatro séculos mais tarde, o seu "renascimento" na forma de um clube esportivo: "acho que meu nome sempre esteve fadado a surpresas para mim mesmo. Já começo a me acostumar com o inesperado. 400 anos mais tarde me vejo renascer, não mais como um homem apenas mas como um ideal. Venho renascer num país tão jovem quanto eu era quando saí do Tejo em busca das Índias, e com tanta esperança e prosperidade quanto eu e meus homens tínhamos. Venho a renascer no Brasil em meio a jovens sem antepassados ilustres como eu, mas com um grande ideal de união entre dois povos: o português e o brasileiro".  Oswaldo Jardim abandonou suas atividades como carnavalesco no ano 2000 e faleceu em 2003, aos 43 anos, vítima de complicações decorrentes da hepatite C.

A Unidos da Tijuca foi designada como a sexta escola a desfilar na segunda-feira de Carnaval, num total de sete. Devido ao seu enredo falando sobre o Vasco, os ingressos para este dia esgotaram-se rapidamente, contrariando uma tradição de vários anos segundo a qual as entradas para o desfile de domingo costumavam ser as mais procuradas pelo público.

O fato do Vasco ter se sagrado campeão brasileiro em 1997 aumentava ainda mais a expectativa para o desfile. No ano de seu centenário, o Clube da Colina se via novamente na Libertadores e tinha acabado de fechar uma parceria milionária com uma instituição bancária dos Estados Unidos, o Nations Bank (mais tarde englobada pelo Bank of America).

O time, que contava com Carlos Germano, Odvan, Mauro Galvão, Felipe, Nasa, Luizinho, Pedrinho, Juninho (o complemento "Pernambucano" só surgiria em 2000, com a vinda do outro Juninho, que virou Juninho Paulista), Ramon, Donizete e Luizão, participou em peso do desfile. Roberto Dinamite, ídolo maior dos vascaínos, veio em cima de um carro alegórico juntamente com o técnico Antônio Lopes, o presidente Antônio Soares Calçada e o 1º vice-presidente Amadeu Pinto da Rocha. Eurico Miranda, então 2º vice-presidente, cantava a plenos pulmões o samba-enredo trajando um uniforme estilizado do clube. A propósito, nesse desfile foi feito aquele que provavelmente é o único registro conhecido de Eurico Miranda usando uma camisa que lembra a do Vasco. O ex-presidente cruzmaltino já declarou diversas vezes que não tem o hábito de aparecer publicamente com a camisa vascaína porque entende não precisar se utilizar desse expediente para provar seu amor ao clube.

Um "reforço de peso" vindo diretamente da Itália também participou da festa, ora evoluindo no chão, ora sobre um carro alegórico: Edmundo, que simplesmente acabara com a bola no Campeonato Brasileiro de 1997 e estava na Fiorentina. Curiosamente, o Animal havia cogitado não desfilar na Unidos da Tijuca por causa de sua ligação com o Salgueiro, mas mudou de idéia: "conheci o time aos 8 anos e o Salgueiro aos 16. Sou Vasco e Salgueiro. Sempre defenderei minhas duas paixões", disse o ídolo na época  ao Jornal do Brasil.

A festa não cansou os jogadores, que voltaram a campo no domingo seguinte, dia 1º de março, e derrotaram com facilidade o Vila Nova-GO por 2 a 0 em São Januário, ficando em boa situação para passar para as quartas-de-final da Copa do Brasil. Porém, três dias depois, em Porto Alegre, o Vasco perdeu por 1 a 0 para o Grêmio em sua estréia na Libertadores.

O desfile da Unidos da Tijuca levantou as arquibancadas da Sapucaí. Se em nenhum momento foi apontada como uma das candidatas ao título, a escola tijucana teve sua atuação empolgante e tecnicamente correta destacada pela imprensa. O Jornal do Brasil, por exemplo, escreveu: "a Unidos da Tijuca surpreendeu. Não está na briga pelo título, mas fez seu melhor desfile dos últimos tempos. Com um enredo perigoso - uma homenagem ao centenário do Vasco da Gama -, conseguiu vencer o risco de despertar a antipatia da torcida inimiga e saiu aplaudida. (...) Dificilmente, a Unidos da Tijuca estará no Desfile das Campeãs, no sábado que vem. Mas, como há muito tempo não acontecia, a escola deixou a avenida com a certeza de que fez bonito."  Serginho do Porto, um dos compositores do samba e seu intérprete na avenida, considerou o desfile o seu melhor momento no Carnaval. Diz o texto: "Serginho do Porto considera que viveu seu melhor momento em carnaval no desfile feito pela Unidos da Tijuca em 1998, quando interpretou um samba em homenagem ao centenário do Vasco da Gama, que enlouqueceu o público presente na Sapucaí."

Na hora da apuração, entretanto, uma surpresa: com apenas 238 dos 270 pontos possíveis, a Unidos da Tijuca acabou em 13º e penúltimo lugar, somente à frente da Porto da Pedra. Ambas foram rebaixadas para o Grupo A, equivalente à segunda divisão. O título acabou dividido entre a Mangueira e a Beija-Flor, que obtiveram a pontuação máxima.

Os torcedores do Vasco não se conformaram com o resultado. A cobertura da mídia, que tentou associar a campeã Mangueira ao clube arqui-rival, irritou ainda mais os cruzmaltinos. Eurico Miranda, ao criticar o resultado, não livrou a cara nem da Verde-e-rosa: "é um esquema absolutamente corrompido. Se eu fosse dirigente de carnaval, não iam fazer o que fizeram. Foi o voto da dor de cotovelo que cometeu essa injustiça a Unidos da Tijuca. O voto de quem ainda não engoliu a conquista do Campeonato Brasileiro do ano passado. O Vasco fez a festa para os seus 30 milhões de torcedores. O resto que se dane. Todo mundo sabia que a Mangueira ia ganhar", declarou o dirigente ao Jornal do Brasil.

Anos depois, em declaração à imprensa, o presidente Fernando Horta, que ainda hoje está à frente da Unidos da Tijuca e sonha um dia presidir o Vasco, levantou a hipótese do resultado do desfile daquele ano ter sido influenciado por questões políticas: "teve aquela derrubada em 1998, que foi uma derrubada mandada. Mas eu não tinha a vivência que tenho hoje no Carnaval. O enredo ("De Gama a Vasco - A epopéia da Tijuca"), daquele ano, era muito bom. Desde que eu estou na Unidos da Tijuca, foi um dos melhores desfiles que a escola fez. Em matéria de luxo, de fantasia, de empolgação. A escola desceu por um lance político, por causa do Eurico (Miranda, presidente do Vasco). A pessoa que dirigia a Liga naquela época (Djalma Arruda, então presidente da Liesa, falecido em 19/08/1998, aos 64 anos, devido a um infarto) a Unidos da Tijuca. Julgaram o Eurico e o Vasco da Gama. Naquela época, a escola não tinha a mídia que tem hoje, e o Ibope, na quarta-feira de Cinzas, apontava a Tijuca como a possível campeã do Carnaval."

Fernando Horta se equivoca num ponto: a pesquisa do Ibope apontou, na verdade, como favoritas do público, a Viradouro em primeiro, a Mangueira em segundo e, empatadas em terceiro, Grande Rio e Mocidade. Na apuração oficial, a Viradouro terminou em quinto lugar, a Mangueira em primeiro, a Grande Rio em oitavo e a Mocidade em sexto.

O tempo, entretanto, compensou as duas agremiações. O Vasco conquistou, só naquele ano de 1998, a Taça Guanabara, a Taça Rio, o Campeonato Estadual e a Taça Libertadores da América no futebol; o Campeonato Sul-Americano de basquete (primeira conquista internacional do basquete carioca); e o Campeonato Estadual de remo, garantindo o título simbólico de "Campeão de Terra e Mar". Já a Unidos da Tijuca voltou à elite em grande estilo, vencendo o Grupo A do Carnaval de 1999 com nota dez em todos os quesitos. Em 2000, emplacou sua primeira participação no Desfile das Campeãs, feito que vem repetindo anualmente desde 2004. Além de todas essas conquistas, nasceu entre o Vasco e a Unidos da Tijuca uma relação de amizade que dura até hoje.

Quanto ao samba-enredo "De Gama a Vasco A Epopéia da Tijuca", composto por Adalto Magalha, Serginho do Porto, Márcio Paiva e Adilson Gavião, ele ganhou as arquibancadas vascaínas de imediato e virou uma espécie de trilha sonora da esplendorosa fase vivida pelo clube entre 1998 e 2001. Hoje,  o samba enredo da Unidos da Tijuca continua sendo cantado semanalmente em qualquer estádio em que o Vasco jogue, não sendo exagero especular que daqui a 50 anos ele se iguale em popularidade ao "Vamos todos cantar de coração", que, afinal, foi uma machinha de Carnaval composta por Lamartine Babo nos anos 40...




Unidos da Tijuca 1998 - Comissão de Frente


  Unidos da Tijuca 1998


Carro Abre Alas - Unidos da Tijuca


Mestre-sala e porta-bandeira


Atletas do Vasco da Gama


Edmundo




Eurico Miranda


Unidos da Tijuca 1998


Alegoria Unidos da Tijuca


Alegoria Unidos da Tijuca


Fábia Borges - Rainha de Bateria


Rainha de Bateria Unidos da Tijuca

quarta-feira, 8 de junho de 2011

DONA IVONE LARA BENEMÉRITA DO RIO DE JANEIRO

Dona Ivone Lara e Clarissa Garotinho

A Dama do Samba, Dona Ivone Lara recebeu o Título de Benemérita do Estado do Rio de Janeiro, nesta quarta-feira, na Alerj. A homenagem foi uma iniciativa da deputada Clarissa Garotinho.

Nelson Sargento, Teresa Cristina, Maurício Carrilho e Nilze Carvalho, importantes nomes do mundo do samba, participaram do evento prestando homenagem à Dona Ivone. As canções "Acreditar" e "Sonho Meu" foram entoadas por eles e pela prórpria Dama do Samba, autora das composições.

A bateria do Império Serrano também se apresentou no evento, ao lado das baianas e do casal de mestre-sala e porta-bandeira. Aos 90 anos de idade, Dona Ivone Lara ainda acompanhou o ritmo de "Cinco bailes da história do Rio", que foi op primeiro samba que ela compôs.

A deputada Clarissa Garotinho disse que a "história de Dona Ivone se confunde com a história do samba" e disse que aquele momento ficaria registrado em sua memória.

Representantes da União da Ilha, Unidos da Tijuca e da Vila Isabel também marcaram presença no evento.

Vale lembrar que Dona Ivone Lara será o tema de enredo do Império Serrano para o carnaval de 2012, no grupo de acesso.

Axé!

RAYMONDH JÚNIOR
twitter - raymondhjunior


UNIDOS DO VIRADOURO E NELSON RODRIGUES

A Viradouro bateu o martelo e definiu o tema do enredo para o próximo Carnaval. A escola vai levar para a avenida a vida de Nelson Rodrigues.

O tema foi decidido durante uma reunião, na tarde esta quarta-feira, com a presença de integrantes da escola, inclusive do carnavalesco Alexandre Louzada, que vai contribuir com o desenvolvimento do enredo. 

Unidos do Viradouro 2011

Alexandre declarou: "não tem título ainda. Eu tenho um na cabeça, mas ainda vai passar por aprovação. Mas foi batido o martelo. Em 2012 a Viradouro vai falar sobre o universo de Nelson Rodrigues", revelou.

O carnavalesco adiantou que um dos focos será o filme, que será lançado em 2012, sobre o centenário de Nelson Rodrigues, além de outros detalhes que serão divulgados futuramente.
"É um tema muito complexo. Já foi enredo da Unidos da Tijuca, muito bem feito por sinal. Então a gente tem que dar a nossa cara, a nossa versão", disse.

Vamos aguardar...

RAYMONDH JÚNIOR
twitter - raymondhjunior

terça-feira, 7 de junho de 2011

SINOPSE DO IMPÉRIO DA TIJUCA


Império da Tijuca 2012

ENREDO: UTOPIAS –  VIAGEM AOS CONFINS DA IMAGINAÇÃO
O Grêmio Recreativo Escola de Samba Educativa Império da Tijuca é a única escola que traz em seu nome a preocupação com a educação. E é isso que nossa escola tem feito em suas atividades e desfiles desde sua fundação.

Dando continuidade à sua função de transmitir conhecimento, após apresentar, em 2011, um enredo de cunho cultural que mostrava as formas de celebração do Carnaval pelo mundo, este ano nossa escola traz para a Passarela do Samba um enredo intrigante e inusitado, mas também com propriedades notadamente culturais. Com o enredo Utopias – Viagem aos confins da imaginação, faremos uma incursão nos mais extraordinários e mirabolantes lugares imaginados pela mente humana.

Vamos mergulhar em admiráveis mundos antigos e novos, em sociedades com feições e estruturas singulares, nos embrenhar na espantosa natureza de cada civilização criada pela ilimitada e desvairada imaginação do homem através do tempo. Vamos cantar outras terras, demarcadas pela beleza e anormalidade, mas coalhadas por muita gente interessante que contracena com personagens insólitos e apaixonantes.

Lugares utópicos deslumbrantes onde o tempo e o espaço desafiam a lógica para constituir reinos, províncias, regiões, povoados, cidades, países, mundos redimensionados, ambíguos e acolhedores, frutos do delírio de quem os concebeu.

Ao reconstruirmos esses locais fantasiosos, onde tudo é possível e o improvável acontece, pretendemos provocar o público, fazendo com que todos se sintam potenciais visitantes de outras dimensões, na tentativa de decifrar os enigmas da composição social dessas misteriosas terras lendárias.

Incitados a procurar, a examinar o que lhes chegam aos olhos, os foliões serão convidados, a todo instante, a achar respostas para indagações sobre a própria sociedade em que vivem. Estaremos, assim, instigando o imaginário coletivo, reforçando a dúvida do que seria o ideal de uma sociedade humana, contrapondo à representação de outras sociedades com características únicas.

Para isso, passarão pelo desfile do Império da Tijuca reinos encantados como Seráfia, Agartha e Lórien. Logradouros fabulosos, férteis terrenos da imaginação, universos descritos pela fantasia em Foxville, Cocanha e Calonack. Ilhas construídas e habitadas por personagens e acontecimentos maravilhosos como Utopia, Avalon, Kradac, Cantahar e Benzalém.

Vamos fazer uma viagem muito louca pelos mais diversificados e estranhos territórios imaginados por Garcia Marquez: Macondo; por Érico Veríssimo: Antares; por Manuel Bandeira: Pasárgada, e tantos outros criadores de utópicos reinos encantados.
Nessa expedição, teremos a emoção como bússola a nos guiar pelos recantos altaneiros banhados de alegria em Pirandria, de fulgor e cores em Celesteville, de extravagâncias e dos arroubos em Sabá.

São tantos os lugares projetados no futuro e no passado, os sentimentos tencionados, os desejos renovados quando se tratam de ambientes utópicos. Invenções? Sonhos? Devaneios? Alucinações? Ilusões? Isso pouco importa, pois o Carnaval também se baseia em conceitos utópicos, muitas vezes, criando enredos, inventando e dando vida a personagens, produtos da imaginação das sociedades, delas muito revelando.

Assim, com esse espírito de fantasiar e delirar ao extremo, o Império da Tijuca ganha a Sapucaí em 2012, para revelar mundos distantes criados a partir  de ideias utópicas difundidas ao longo dos séculos, alimentando o místico imaginário popular.

Senhores foliões, pedimos que deixem agora somente a fantasia dominar suas mentes. Anunciamos, neste momento, a última chamada para darmos início a nossa fabulosa viagem carnavalesca aos confins da imaginação! E convidamos a todos os presentes a embarcar nessa fascinante jornada por lugares incríveis, para participar dessa vibrante aventura, desbravando paisagens exóticas e diferentes e conhecer personagens fantásticos que povoam o pensamento da humanidade.


Severo Luzardo Filho e Julio Cesar Farias

SINOPSE DA CAPRICHOSOS DE PILARES

Divulgada a sinopse do enredo "A Caprichosos faz o seu papel... “Levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima!” Para defender seu carnaval em 2012 a escola promete muitas novidades, vale lembrar que em 2011 a Caprichosos foi rebaixada do grupo de acesso, e desfilará na terça-feira de carnaval.

Sonhar é preciso

O Homem é movido a sonhos, e os sonhos alimentam as nossas perspectivas de dias melhores; eles podem nos transportar a qualquer tempo e lugar, podemos viver num paraíso, em perfeita harmonia com a natureza, com direito a arco-íris, flores e pássaros a cantar... Enfim, trazendo à tona nossos desejos mais íntimos.

Sonhar é não limitar-se a limites sejam eles quais forem. Devemos sonhar com o que queremos, buscarmos ser o que quisermos... A vida é boa, porém curta e nela temos muitas surpresas, boas, ruins, inesperadas... Por isso temos que fazer o nosso papel: rir, pular, dançar, cantar, brincar sem medo de viver intensamente e ser feliz! Pois só assim nos fortificamos para podermos enfrentar os pesadelos que surgem no nosso dia-a-dia.

A todo o momento devemos sonhar, traçar novas metas, querer o “melhor do melhor,” e com nosso coração azul e branco e muita garra, despertar o gigante que está adormecido há algum tempo.

Que bom! Nosso gigante está despertando, e seus sonhos não foram dos melhores. É hora de levantar, tomar um banho, lavar a alma e limpar todas as impurezas entranhadas no seu corpo. E assim trazer de volta para os seus braços antigos amores. Pois em sua memória ele guarda muitos momentos de glória de uma comunidade que tem orgulho de bater no peito e dizer: “Sou Caprichosos”...

Momentos de glória

Esse povo apaixonado faz parte de uma bela história construída com suor e muito amor, que começou em 19 de fevereiro de 1949, quando no subúrbio carioca nascia a Caprichosos de Pilares, sob os olhares de bambas e sobre um manto “vermelho e branco”.

Pouco tempo depois foi batizada, e suas cores foram alteradas para azul e branco em homenagem à sua ilustre madrinha: A Portela.

Nossa escola foi crescendo e ganhando o mundo, revelando talentos e mostrando sua arte pelas mãos de grandes artistas que tanto contribuíram para nossos momentos de glória. Carnavalescos, serralheiros, marceneiros, escultores, pintores, aderecistas e tantos outros profissionais responsáveis em realizar nossos memoráveis desfiles.

O veneno de nossas cobras sempre esteve presente em tantos belos enredos inesquecíveis trazendo sátiras, críticas e bom humor. Criando assim uma identidade própria de uma escola alegre e que se identifica muito com o povo carioca.

Tendo uma visão debochada do mundo em que vivemos, sempre mostrou com muita propriedade uma forma diferente de fazer carnaval, tratando muitas vezes, de assuntos sérios com irreverência, mas mostrando com muita responsabilidade a força que tem uma comunidade dedicada, orgulhosa e sempre pronta para encarar as dificuldades que aparecem em nossos caminhos.

... E vamos à luta.

Então agora é tempo de renovação e superação, pois assim como a Fenix (pássaro mitológico que ressurgia das cinzas) não nos abalamos com maus momentos do passado, porque sabemos que está renascendo uma “Nova Caprichosos” muito mais forte para superar novos desafios e alçar vôos muito mais altos.

Com muita determinação vamos transformar todos os nossos sonhos em realidade. Somos guerreiros e apaixonados, já erguemos a cabeça, chutamos a tristeza e partimos para a luta.

Nossa evolução vem da persistência e determinação; pois quando entramos na avenida nosso coração bate forte no compasso da bateria, e dessa vez não será diferente, a emoção e a paixão serão o nosso combustível para que possamos levar a nossa escola ao lugar de onde nunca deveria ter saído.

Vamos levantar nossa bandeira, pois muitos outros grandes momentos nos esperam; unidos juntaremos nossas forças, por que sabemos que fazemos parte de uma história escrita pelas mãos e “pés” de um povo que “com garra, com raça e amor” veste a fantasia que nos leva a esse mundo encantado onde nos tornamos os personagens mais importantes do maior e mais emocionante espetáculo do planeta terra.

"Tudo o que um sonho precisa para ser realizado é alguém que acredite que ele possa ser realizado."

Enredo: Amauri Santos

segunda-feira, 6 de junho de 2011

JAMELÃO, A VOZ DA SAPUCAÍ

Mangueira 2007

José Bispo Clementino dos Santos, mais conhecido como Jamelão (Rio de Janeiro, 12 de maio de 1913 – Rio de Janeiro, 14 de junho de 2008),  cantor brasileiro, tradicional intérprete dos sambas enredo da Estação Primeira de Mangueira.

Nasceu no bairro de São Cristóvão e passou a maior parte da juventude no Engenho Novo, para onde se mudou com seus pais. Lá, começou a trabalhar, para ajudar no sustento da família - seu pai havia se separado de sua mãe. Levado por um amigo músico, conheceu a Estação Primeira de Mangueira e se apaixonou pela escola de samba.
Jamelão
Ganhou o apelido de Jamelão na época em que se apresentava em gafieiras da capital fluminense. Começou ainda jovem, tocando tamborim na bateria da Mangueira e depois se tornou um dos principais intérpretes da escola - ops, o maior e todos!
Carnaval de 1960
Jamelão 1980

Passou para o cavaquinho e depois conseguiu trabalhos no rádio e em boates. Foi "corista" do cantor Francisco Alves e, numa noite, assumiu o lugar dele para cantar uma música de Herivelton Martins.

A consagração veio como cantor de samba. Sua primeira gravadora foi a Odeon. Depois, trabalhou para a Companhia Brasileira de Discos, Philips e mais tarde para a Continental, onde gravou a maioria de seus álbuns, para a RGE e depois para a Som Livre. Entre seus sucessos, estão "Fechei a Porta" (Sebastião Motta/ Ferreira dos Santos), "Leviana" (Zé Kéti), "Folha Morta" (Ary Barroso), "Não Põe a Mão" (P.S. Mutt/ A. Canegal/ B. Moreira), "Matriz ou Filial" (Lúcio Cardim), "Exaltação à Mangueira" (Enéas Brites/ Aluisio da Costa), "Eu Agora Sou Feliz" (com Mestre Gato), "O Samba É Bom Assim" (Norival Reis/ Helio Nascimento) e "Quem Samba Fica" (com Tião Motorista).

De 1949 até 2006, Jamelão foi intérprete de samba-enredo na Mangueira, sendo voz principal a partir de 1952, quando sucedeu Xangô da Mangueira. Campeão pela verde e rosa, Jamelão se consagrou como a voz da Mangueira, o mais respeitado e popular dos intérpretes.  Em janeiro de 2001, recebeu a medalha da Ordem do Mérito Cultural, entregue pelo então Presidente da República Fernando Henrique Cardoso.
Jamelão da Mangueira
Jamelão
Fernando Henrique Cardoso e Jamelão

Diabéticoe hipertenso, Jamelão teve problemas pulmonares e, desde 2006, sofreu dois avc. Afastado da Mangueira, declarou em entrevista: "Não sei quando volto, mas não estou triste."

Morreu às 4hs do dia 14 de junho de 2008, aos 95 anos, na Casa de Saúde Pinheiro Machado, em sua cidade natal, por  falência múltipla dos órgãos. O enterro foi no Cemitério São Francisco Xavier, no bairro do Caju, no Rio de Janeiro.
Despedida de Jamelão

Curiosidades ...
  • Jamelão era torcedor do Clube de Regatas Vasco da Gama.
  • Ele se irritava ao ser chamado de "puxador" ao invés de intérprete, pois conforme ele falava em várias entrevistas, "puxador é quem puxa carro ou quem puxa fumo".
  • No dia do enterro, um carro do corpo de Bombeiros levou o caixão em cortejo fúnebre pela cidade, passando pela Marquês de Sapucaí.


SALVE O NOSSO ETERNO MESTRE JAMELÃO!
Jamelão, Beth Carvalho e Hugo Chávez

Jamelão  A Voz do Samba

Jamelão no Palácio do Samba

Jamelão no Canecão

Mestre Jamela

Jamelão 2006

Jamelão

Jamelão da Mangueira
Axé Meu Velho!


RAYMONDH JÚNIOR
twitter - raymondhjunior

CAHÊ RODRIGUES RECEBE MEDALHA TIRADENTES

Cahê Rodrigues

O carnavalesco Cahê Rodrigues será homenageado com a mais alta condecoração concedida pela ALERJ, uma iniciativa do deputado Zaqueu Teixeira do PT. No dia 13 de junho, ele receberá a Medalha Tiradentes, como reconhecimento pelo seu trabalho de reconstrução do Carnaval da Grande Rio para o desfile de 2011.

O mundo do samba agradece a referência ao carnavalesco, mas vale ressaltar que a gente guerreira do barracão da Grande Rio, o povo de Caxias que deu seu sangue para ver sua escola desfilar, de fato essa gente merece estar nas galerias da ALERJ, e sendo representada por Cahê Rodrigues.

Brava Gente do Acadêmicos do Grande Rio!

Axé!



 


RAYMONDH JÚNIOR
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domingo, 5 de junho de 2011

UM CLICK INESQUECÍVEL - CARNAVAL DE 2006

Nosso Eterno Mestre Jamelão, em seu último carnaval na Sapucaí.
Jamelão
Unidos da Tijuca no enredo, Ouvindo Tudo Que Vejo, Vou Vendo Tudo Qe Ouço
Carnavalesco Paulo Barros, 6º lugar.
Unidos da Tijuca 2006

Império Serrano no enredo, O Império do Divino
Carnavalesco Paulo Menezes, 8º lugar. 
Império Serrano 2006

 Acadêmicos da Rocinha no enredo, Felicidade Não Tem Preço
Carnavalesco Alex de Souza, 14º lugar.
Rocinha 2006

Mocidade Independente de Padre Miguel no  enredo, A Vida Que Pedi a Deus
Carnavalesco Mauro Quintaes, 10º lugar.
Mocidade 2006
Estação Primeira de Mangueira no enredo, Das Águas do Velho Chico, Nasce Um Rio de Esperança
Carnavalesco Max Lopes, 4º lugar.
Mangueira 2006
 Beija Flor de Nilópolis no enredo, Poços de Caldas Derrama Sobre a Terra Suas Águas Milagrosas - Do Caos Inicial à Explosão da Vida - Água, a Nave-Mãe da Existência
Comissão de Carnaval, 5º lugar.
Beija Flor 2006
Caprichosos de Pilares no  enredo, Na Folia Com o Espírito Santo: O Espírito Santo Caprichou
Carnavalesco Chico Spinoza, 13º lugar.
Caprichosos de Pilares 2006
Acadêmicos do Grande Rio no enredo, Amazonas, O Eldorado é Aqui
Carnavalesco Roberto Szaniecki, 2º  lugar.
Grande Rio 2006
Imperatriz Leopoldinense enredo, Um Por Todos e Todos Por Um
Carnavalesca Rosa Magalhães,  9º lugar.
Imperatriz 2006
Portela no enredo, Brasil, Marca a Tua Cara e Mostra Para o Mundo
Carnavalescos Ilvamar Magalhães e Amraildo de Mello, 7º lugar.
Portela 2006
Acadêmicos do Salgueiro no enredo, Microssomos: O Que os Olhos Não Vêem, O Coração Sente
Carnavalescos Renato Lage e Márcia Lávia, 11º lugar.   
Salgueiro 2006

Vila Isabel no enredo, "Soy Loco Por Tí, América": A Vila Canta a Latinidade
Carnavalesco Alexandre Louzada, Campeã do Carnaval
Vila Isabel 2006
Unidos do Viradouro no enredo, Arquitetando Folias
Carnavalescos Mílton Cunha, Mário Monteiro e Kaká Monteiro, 3º lugar.
Viradouro 2006
Porto da Pedra no enredo, Bndita Tu És Entre as Mulheres do Brasil
Carnavalesco Cahê Rodrigues, 12º lugar.
Porto da Pedra 2006


sábado, 4 de junho de 2011

O GRANDE DESAFIO DA RENASCER DE JACAREPAGUÁ

Renascer de Jacarepaguá
Uma escola de samba quando chega ao grupo especial tem muitos desafios pela frente, descartando o intenso trabalho que a Renascer de Jacarepaguá terá para aumentar sua estrutura, melhorar o desing das suas alegorias, enriquecer o seu chão, fazer a comunidade cantar, vibrar e acreditar que é possível fazer um grande desfile, eu acredito que o maior desafio da Renascer será fazer de Romero Britto, seu ilustre homenageado, um tema popular e que dê samba.

Romero Britto é um grande artista, que particularmente sempre me chamou atenção por seu talento, e obras internacionalmente reconhecidas, ele é mais um desses brasileiros que o mundo aplaude e o Brasil simplesmente ainda não deu o devido valor que merece. Um artista contemporâneo e ousado. A Renascer de Jacarepaguá terá de fazer desse monstro sagrado um artista do samba, sim, porque o mundo do samba ainda não conhece como poderia a magnitude de Romero, poder ver um enredo bem desenvolvido, e mostrar ao Brasil que este homem é carnaval também, será a difícil missão que o carnavalesco Edson Pereira vai ter pela frente.

A feijoada que a escola ornanizou para apresentar seu homenageado à comunidade deu certo! O povo aplaudiu e simpatizou-se com Romero que dsitribuiu simpatia e interesse pela escola de samba caçulinha da elite carioca. O presidente da Renascer afirmiu que vamos nos surpreender com o desfile, porque será grande, mas não de maneira exagerada, com muita criatividade, samba no pé e orgulho de ser Renascer de Jacarepaguá, resta esperar. A agremiação vai defender sua presença no grupo especial com o enredo: "Romero Britto, o artista da alegria dá o tom da folia".
Romero Britto

Axé!

Raymondh Júnior
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LOGOMARCA DA BEIJA FLOR PARA O CARNAVAL 2012

A Beija Flor de Nilópolis também definiu sua logomarca para o enredo que a escola vai defender em 2012, com o título "São Luís - o poema encantado do Maranhão", confira e comente! 
Beija Flor 2012

sexta-feira, 3 de junho de 2011

MANGUEIRA LANÇA LOGOMARCA PARA O CARNAVAL 2012

A Estação Primeira de Mangueira inovou na escolha de sua logomarca para o carnaval 2012, em parceria com a Tim ela lançou um concurso para escolha da logo, e foi um sucesso, pessoas comuns inscreveram vários modelos e agora a Mangueira divulga o resultado final, que é a fusão de três marcas, desenvolvidas por Mirella Aparecida, Clei Valverde e Everson Oliveira.
Mangueira 2012

SINOPSE DA BEIJA FLOR 2012

A Beija Flor de Nilópolis divulgou no dia 01 de junho de 2011, a sinopse do seu enredo "São Luís - o poema encantado do Maranhão", a festa aconteceu na quadra na imponete escola da Baixada e contou com a apresentação de artistas maranhenses. A Beija promete um grande carnaval e dá para perceber que vamos ter uma escola cheia de contos, magias, religião, crendices, sonhos e poemas desta justa homenagem ao Maranhão em seus 400 anos.



CONFIRA A SINOPSE

Areias infindas das terras das palmeiras do meu país, depois do oceano, do areal extenso, o horizonte imenso, onde a terra esboça luz. Upaon-Açu, solo sagrado, terra de encantarias, onde vive em plena mata, a tribo dos homens nus. São guerreiros dos cumes dos montes, dos vastos horizontes, onde canta o sabiá. São combatentes bravos, que não se fizeram escravos do estalar do açoite dos que vieram te dominar.

Sem saber o que esperar, três Coroas te cobiçaram as riquezas, os relatos do Novo Mundo inflamaram as paixões, por cidades de ouro puro a serem descobertas, de fantásticos prazeres, ilusão hiperbólica dos seres, transformados em quimera bestial.

A França te fundou, Holanda te invadiu, mas Portugal conseguiu, por fim, te colonizar. Mas para tanto, o que se deu foi um quadro medonho e triste, que, ao surgir, no mar se achou. Abrindo as velas ao soprar das virações marinhas, surge espectro sombrio. Em meio às brumas, desenha grande navio, que traz um canto funeral. Choro, amargura e horror fazem do cúmulo da maldade, a mordaça da liberdade para triste multidão; o navio da escravidão, ferida aberta nos mares, vem macular os ares de São Luís do Maranhão.

Fatalidade atroz, envolve reis e rainhas, soberanos de selvas longínquas da majestade dos leões. Ontem belos, livres e bravos, agora míseros escravos; sem luz, sem lar, sem amplidões.
E a terra se desdobra, cresce, evolui, se renova, a ferro, fogo e escravidão. Mas nos planos divinos, nos reinos cristalinos, nos píncaros da luz eterna, surge nova terra, cultivada à força da oração.

Upaon-Açu, ressurge agora mística no poder dos voduns e ao som dos tambores de Daomé, na manifestação dos antigos e na força do candomblé. Desse misticismo santo, surge a alegria e o encanto das festas que te enfeitam, por vezes, como o Boi morto e ressuscitado da negra mãe Catirina, celebração divina em meio a enfeitados casarões de azulejos portugueses; teu folclore tem brilho farto, que à tua riqueza conduz.

Terra dos ludovicenses, Ilha do Amor e dos mitos da Fonte do Ribeirão, da terrível serpente encantada, da lenda da praia do olho dágua, de Iná princesa, e do milagre de Guaxenduba. Fala-se de uma sinhá incompreendida, que virou assombração, e no soar da meia-noite, surge o espectro sinistro, ouvem-se o ranger de correntes, estalar de açoites, seres sombrios como a noite, escravos arrastados em imenso turbilhão.

E a Sinhá Ana Jansen sofre agora, aprisionada em carruagem encantada por antigos escravos seus, furiosos, desesperados, cortejo de celerados, esquecidos filhos de Deus. E a cena só termina, quando o galo, na campina, anuncia o dia raiar.

São Luís, capital do Maranhão, terra de Alcione, de Joãozinho Trinta, de Zeca Baleiro, de Rita Ribeiro, do Reggae Brasileiro, de Gonçalves Dias, de Ferreira Gullar e Josué Montelo.
Vestindo a fantasia, vem celebrar nossa folia o fofão, o vira-lata, cruz-diabo, o corso do meretrício e as cabrochas a brincar com os mascarados dos salões do Moisés.

Em meio a tanta festa reluz o Eldorado da bauxita, minério batizado pela Coroa que te fundou e que desconheceu essa tua riqueza, que hoje é chama acesa para que possas progredir; na luz dos céus incomparáveis do futuro que te aguarda, na imensidão, para te consagrar, enfim, São Luís, pérola sagrada da Coroa encantada do glorioso Maranhão.



Laíla
Diretor Geral de Carnaval

Laíla, Fran Sérgio, Ubiratan Silva, Victor Santos e André Cezari
Comissão de Carnaval

Bianca Behrends
Pesquisa e Documentação Artística