quinta-feira, 26 de maio de 2011

BEIJA FLOR SEM PATROCÍNIO DO MARANHÃO?


Foto: Ricardo Almeida
Beija Flor de Nilópolis

O carnavalesco Fran-Sérgio declarou nesta semana que a Beija Flor de Nilópolis não vai receber apoio financeiro do governo do Maranhão, e sim apoio cultural, pois é a cultura dos  400 anos do estado que a azul e branca realmente quer. Achei bem interessante a declaração e um pouco quanto aversa à tradição da Beija em fazer enredos patrocinados, ainda que não populares como foi o caso de 2010 com Brasília. Um avanço, sim, porque mostra que a Beija quer mais do que grana pra contar suas belas histórias, ela quer emocionar!

E por falar em emoção o desfile promete ser feito de muitas lendas, contos, e mitos que envolvem o povo maranhense, com sua culinária ímpar, suas religiões, belezas, e forças da natureza de um estado tão rico em cultura e ao mesmo tempo tão pobre em administração pública.

O Maranhão vai se tornar ainda maior sob o comando de Laíla (líder da comissão de carnaval), e com o talento dos carnavalescos Fran-Sérgio, Bira, Victor Santos e André Cezani, espero uma Beija com vontade de ser bi-campeã, luxuosa, leve, criativa, com um bom samba na voz do mestre Neguinho da Beija Flor. E que venha o rolo compressor de Nilópolis!

Axé!

RAYMONDH JÚNIOR
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MANGUEIRA E O CACIQUE DE RAMOS 2012

Por André Mariz jornalista do site Sidney Rezende

De acordo com Cid Carvalho, carnavalesco da Mangueira, falar do Cacique de Ramos é muito mais do que contar a história do bloco: "É, acima de tudo, falar do carnaval de rua". Ele conversou com o SRZD-Carnaval e falou um pouco mais sobre o enredo, que teve sua sinopse divulgada esta semana. Falou também como espera que seja o samba-enredo da verde e rosa.

Segundo Cid, o enredo da Mangueira é muito mais abrangente do que parece. "O Cacique é um ícone do Carnaval de rua, que voltou com força total este ano. O enredo retrata a presença do povo nas ruas até chegar aos blocos, chegando ao Cacique, que é o maior de todos e está fazendo 50 anos."

Diversas personalidades do mundo do samba são crias do bloco. "É um celeiro de bambas", como disse Cid. Entre eles, Jorge Aragão, Zeca Pagodinho, Luis Carlos da Vila e Beth Carvalho. No que depender do carnavalesco, todos estarão presentes no desfile. "Vamos convidar todo mundo. Todos os que fizeram parte do Pagode do Cacique, na década de 80, foram convidados", afirmou Cid, enfatizando que Beth Carvalho é madrinha do bloco e, portanto, sua presença é indispensável.

A expectativa do carnavalesco pelo samba-enredo da Mangueira também é muito boa. Ele disse acreditar na sensibilidade da ala de compositores da escola e nem listou os setores do desfile na sinopse para dar mais liberdade à criação. "Há uma necessidade de um refrão à la Cacique. Um refrão forte e popular, sem ser 'pula-pula'", completou.

Por Raymondh Júnior, blogueiro.

Esse enredo tem sim a cara da Mangueira, porque é um tema que aborda nossa gente, nosso povo, de forma simples, como é o carnaval de rua, festa que o Cacique de Ramos bem soube fazer nesses 50 anos de história. Uma festa tão popular como essa só poderia mesmo ser tema da escola de samba mais popular do planeta, e tenho certeza que a verde e rosa estará brigando pelo título em 2012.

Nesse tema há sim muito carnaval, muito samba, muita cultura, e muita boa historia pra contar, do jeito que a Mangueira sabe fazer, essa comunidade de Mangueira vai descer o Morro com tanta vontade de ser Cacique, que o público vai se surpreender como o foi nesse 2011 com Nelson Cavaquinho, tenho certeza que a turma do quanto pior melhor vai se assustar com o belo enredo que a Sapucaí vai assistir.

Vou festejar! Sou Cacique, Sou Mangueira!

Axé ao Cid Carvalho e a Ala dos Compositores de Mangueira!


RAYMONDH JÚNIOR
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quarta-feira, 25 de maio de 2011

MESTRE PAULINHO E A SWINGUEIRA DE NOEL

Mestre Paulinho

De volta ao Carnaval Carioca Mestre Paulinho estará a frente dos ritmistas da Unidos de Vila Isabel em 2012, desde de 2009 que Mestre Paulinho estava longe do lugar onde aprendeu a reinar: a bateria. Talentoso e experiente fez história na Beija Flor de Nilópolis, mas teve problemas com o diretor de harmonia Laíla e deixou a escola, a quem dedicava suas costumeiras notas 10.

Paulinho chega na Terra de Noel com a missão de renovar a bateria, reafirmar o talento dos ritmisas, inovar com tradição e trazer de volta a tão sonhada nota máxima, uma vez que a Vila vem nos últimos anos perdendo pontos preciosos neste quesito.

Os ensaios na Vila ainda não começaram, mas Mestre Paulinho já teve encontros com os ritmistas e garante que a agremiação vai dá show na Sapucaí. Na minha opinião ele é de fato um dos melhores mestres, e a contratação da Vila Isabel vai trazer muita energia, experiência e respeito a swingueira de Noel, porque esse cara tem talento pra dar e vender... Dá mesmo para acreditar que a Vila quer ser campeã! 

Vamos aguardar os ensaios começaram e cair na folia com a Vila Isabel, garanto que o ritmo será de muito bom gosto.

Axé!

RAYMONDH JÚNIOR
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terça-feira, 24 de maio de 2011

UM CLICK INESQUECÍVEL - CARNAVAL DE 2004

Beija Flor de Nilópolis no enredo, Manôa - Manaus - Amazônia - Terra Santa... Que Alimenta o Corpo, Equilibra a Alma e Transmite a Paz
Comissão de Carnaval, Campeã 2004

Império Serrano no enredo, Aquarela Brasileira
Carnavalesco Ilvamar Magalhães, 9º lugar.

Porto da Pedra no enredo, Sou Tigre, Sou Porto, da Pedra à Internet - Mensageiro da História da Vida do Leva e Traz
Carnavalesco Alexandre Louzada, 11º lugar.

Caprichosos de Pilares no enredo, Xuxa e Seu Reino Encantado no Carnaval da Imaginação
Carnavalesco Cahê Rodrigues, 13º lugar.

Mangueira no enredo, Mangueira Redescobre a Estrada Real... E Deste Eldorado Faz Seu Carnaval
Carnavalesco Max Lopes, 3º lugar.

Salgueiro no enredo, A Cana Que Aqui Se Planta, Tudo Dá, Até Energia... Álcool, o Combustível do Futuro
Carnavalesco Renato Lage e Márcia Lávia, 6º lugar.

Unidos da Tijuca no enredo, O Sonho da Criação e a Criação do Sonho: A Arte da Ciência No Tempo do Impossível
Carnavalesco Paulo Barros, 2º lugar.

Grande Rio no enredo, Vamos Vestir a Camisinha, Meu Amor!
Carnavalesco Joãosinho Trinta, 10º lugar.


São Clemente no enredo, Boi Voador Sobre o Recife: O Cordel da Galhofa Nacional
Carnavalesco Mílton Cunha, 14º lugar.

Unidos do Viradouro no enredo, Pediu Pra Pará, Parou! Com a Viradouro Eu Vou... Pro Círio de Nazaré
Carnavalesco Mauro Quintaes, 4º lugar.

Imperatriz Leopoldinense no enredo, Breazail
Carnavalesca Rosa Magalhães, 5º lugar.

Portela no enredo, Lendas e Mistérios da Amazônia
Carnavalesco Jorge Freitas, 7º lugar.

Tradição no enredo, Contos de Areia
Carnavalesco Orlando Júnior, 12º lugar.

Mocidade Independente de Padre Miguel no enredo, Não Corra, Não Mate, Não Morra - Pegue Carona Com a Mocidade! Educação No Trânsito
Carnavalesco Chico Spinoza, 8º lugar.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

ALEXANDRE LOUZADA EM DOSE TRIPLA


O carnavalesco Alexandre Louzada está mesmo de bem com a vida, e claro, aproveitando o que talvez seja sua melhor fase profissional, campeão do carnaval 2011 Rio e São Paulo, o talentosíssimo carnavalesco em 2012 vai mesmo ter jornada tripla. Será possível?

Contrato por Mocidade Independente de Padre Miguel, Unidos do Viradouro e agora declara que vai permanecer na Vai-Vai também,  Louzada vai ter de suar a camisa para deixar a sua marca nessas três escolas de samba, que vivem momentos diferentes no carnaval. A Mocidade luta pra voltar ao desfile das campeãs, faz tempo que não vemos a verde e branca da Zona Oeste estre as campeãs do Rio, a Viradouro vai brigar pelo título do grupo de acesso, quer voltar a elite do carnaval carioca e a Vai-Vai quer ser bi-campeã em São Paulo, dá pra perceber que vai ser uma jornada árdua.

Talento e criatividade não faltam, mas eu me pergunto se dá pra fazer um grande trabalho com essa carga toda? Louzada declarou que vai manter uma equipe de sua confiança nas três escolas, mas sua dedicação maior será pela Mocidade. Outra pergunta: - vale a pena para a escola de samba ter um carnavalesco com tanto comprimisso fora? Tem gente que acha que vale! Bom, eu gostaria muito de tê-lo em minha escola de samba de coração, confesso (risos).

Mas vamos ao que interessa, o trabalho vai ser duro, mas Alexandre Louzada é muito experiente e tem tudo para brilhar mais uma vez, nesse mundo onde ele fez e faz história! E eu fico aqui torcendo, vibrando, rezando, para que os Orixás abracem mais uma vez esse grande artista, para que em 2012 o show de alegria e fascinação possa nos encantar mais uma vez, sob suas mãos!

Muito Axé!

RAYMONDH JÚNIOR
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SINOPSE DA MANGUEIRA 2012

Mangueira 2012
A Estação Primeira de Mangueira já tem sinopse para seu carnaval, e é de autoria de nada mais, nada menos que o grande Sérgio Cabral, Beth Carvalho e Bira (presidente do Cacique de Ramos). Na verdade a sinopse é um manual para o compositor, mas se agente prestar bem atenção ela vai nortear o desfile da escola de samba. Obra de arte na Mangueira e tudo indica que será um grande desfile, de fato pra conquistar o tão esperado título, afinal o grito de "É Campeã!" está engasgado na garganta do povo de Mangueira.


"Vou festejar! Sou Cacique, Sou Mangueira!"
Tudo começou na África, num tempo em que eu era ainda moço e minha tribo estava a mercê do perigo e os sacerdotes cuidavam de expulsar com reza forte as vibrações de má sorte que rondavam nossa morada. Lembro-me que os mensageiros da morte vieram de longe, do outro lado das águas, talvez, não tinham sequer no corpo o bronze da nossa pele, não tinham os lábios carnudos, eram estranhos em tudo! E até mesmo esses detalhes que constroem a nossa face, neles eram diferentes. Juro que inocente, pensei até em disfarce. Conduzido pela dor, fui levado prisioneiro ao traiçoeiro Negreiro, o reino da apatia. Lá, sujeito as doenças e a fome que habitavam aquele porão sombrio, caí no mais denso e frio estado de melancolia. E era como um açoite, a escuridão da noite, toda vez que ela chegava. E eu sofria pesadelos, acordava assustado. Ainda na inocência, confundia a luz da vidência com as trevas dos maus presságios. Ao desembarcar, os pés feridos, descalços, vi quando o sal do oceano espalhou-se sobre o chão molhado desenhando uma linda concha do mar e, ouvi a voz de Iemanjá me falar: este "Mundo" é o teu "Novo" lar! Prepara-te, o teu futuro te reserva coisas lindas, surpresas te virão ainda. Já em terra firme, nos primeiros anos depois que saí da minha terra, suportei a mão pesada da escravidão e as feridas da solidão. Certa vez, escondido pelo breu da noite, resolvi caminhar na mata. Eu já andara bastante. Com a respiração ofegante, parei pra descansar um instante.

E o sono foi me apagando, a cabeça meio tonta, eu já nem me dava conta do perigo de dormir longe da senzala, do povo da minha tribo, sem a proteção de um abrigo. E ali sonhei meu destino. No sonho um guerreiro caçador, o cacique dos índios, passeava naquelas terras e me viu sentado sob uma tamarineira que ele havia plantado no seu tempo de menino. Sentou-se ali do meu lado, desenhou com seu arco, no chão, uma pequena flecha e, com amabilidade, perguntou a minha idade, quis saber em que cidade eu havia nascido. E eu, me sentindo aà vontade lhe falei dos deuses iorubás, da minha terra natal, do cordão umbilical, do rio da minha aldeia. E ele, com calma, me falou do poder das folhas e das raízes que transformam em cicatrizes ferimentos e mordeduras de aranhas e de serpentes; dos banhos quentes de algumas ervas e sementes, que curam até os doentes de alma. Ao voltar pra senzala era como se meu coração tivesse fala. O Rio de Janeiro era o meu novo terreiro e nas batucadas, nas festas, na alegria das ruas, nas brincadeiras do povão, encontrei meu destino e enganei a solidão. Quando o Entrudo chegava uma maravilha de ruídos invadia as ruas, um barulho encantador que contrastava com a sujeira reinante. Divertidas batalhas com limão de cera, água e farinha branca atiradas entre os participantes aconteciam a todo instante. Zé-pereira, bumbos, rostos e bumbuns de negros azucrinando nas praças e no passeio público, zombando, se divertindo, enquanto a viola chorava e espinoteava espantando a tristeza. E tudo era instrumento, flauta, violões, pandeiros, latas, gaitas, frigideiras de ferro, caixotes e trombetas. Instrumentos sem nome, inventados subitamente no delírio da improvisação, do ímpeto musical, na força do sentimento. Já que batucar na cozinha Sinhá não deixava, o nosso canto ecoava nas senzalas e invadia as ruas. Aliás, na rua do Ouvidor, na rua Direita ou no Largo de São Francisco tudo era canto e os sons sacudiam e movimentavam as vestimentas de cores vivas, ardentes, dançando e tateando os corpos que exalavam o doce perfume da alegria.

A elite fazia biquinho e implicava, chamava nossa festa de selvagem e brutal e que o verdadeiro carnaval estava nos salões da nobreza de Paris e Veneza. Discriminada e com as autoridades policias no encalço, a turma dos descalços e descamisados tratou de arrumar um jeitinho para continuar festejando. Com um olho no padre e outro na missa lutamos dançando, dançamos rezando e rezamos cantando. As festas, celebrações e procissões dos brancos, agora, serviam como máscaras e disfarces. Por trás delas festejávamos nossas entidades sagradas e batucávamos até o sol raiar. Organizados em Cordões carnavalescos, cantadores e dançarinos, palhaços, a morte, os diabos, os reis, as rainhas, as baianas, os morcegos e os índios também entraram na dança e colocaram a polícia pra dançar. No noturno da Praça Onze, ali mesmo na nossa "Pequena África", os desfiles do Pastoril e dos Maracatus em louvor à Ciata D’Oxum, a tia-mãe-baiana dos festejos, se tornaram a sensação e os luxuosos Ranchos cantadores, dominados pelos negros e castanhos, rompiam a massa colorida em grande animação. Para matar a sede dos cantadores e dos berradores, os refrescos de coco, os gelados de abacaxi e limão. Para a fome, bolos de fubá, pé de moleque, alcaçar, tapioca, manauê e feijoada no caldeirão. Mascarada, a elite branca se esbaldava no luxo dos salões, nos desfiles dos corsos e das grandes Sociedades. O povo preto e pobre, barrado no baile burguês, continuou dono das ruas e vielas como legítimos senhores da folia. Música, fanfarra, préstito, maxixe e, finalmente, de semba se fez samba. Abençoadas por Nossa Senhora do Rosário, na Festa da Penha, as negras suspendiam as saias rodadas e dançavam, nos requebros das ancas, no arranco das umbigadas. Enquanto os senhores rezavam na parte alta das escadarias, na parte de baixo, a sensualidade era religiosa, o ritmo dos batuques era sacerdotal e feiticeiro. Ali desaguavam os cantos e as melodias de todo o povo brasileiro e os compositores da primeiríssima geração de sambistas, testavam a popularidade do seu cancioneiro.

O tempo passou. A cidade se transformou em uma selva de pedra onde a "Onça" reinava absoluta e era a principal atração. "Vejam todos presentes, olha a empolgação, este é o Bafo da Onça que eu trago guardado no meu coração". Até que um dia, um "Cacique" bamba entrou na folia e dividiu a tribo do samba sem vacilação. "Foi lá no fundo do seu quintal que o samba pegou moral e agitou a massa, e o povo voltou a cantar e sorrir, caciqueando aqui e ali, abrindo o coração pro amor". De repente as ruas esvaziaram-se! Será que a "Onça" vacilou, foi beber água de cheiro e se afogou?! Até mesmo o bravo "Cacique" parecia cansado das batalhas de confetes e desanimou! Para onde teria ido a alegria? Onde estaria a espontaneidade que transformava cem pessoas saídas de um bairro em quinhentas, em mil, sem ninguém se conhecer? Mas o samba é eterno, não tenho medo de responder! Ele até pode agonizar, mas jamais irá morrer! A "Onça" marcou bobeira e não mais saiu da toca, mas o "Cacique", malandro, mudou de oca, foi fazer morada à sombra de uma tamarineira e ali no subúrbio da Leopoldina, abençoado por Oxossi, o pagode ecoou vindo do "Fundo do Quintal" e embalado por banjos, repiques, tantãs e pandeiros conquistou o Brasil inteiro. "Batam palmas, gritem, soltem a voz. Pra manter o pique só depende de nós"! O carnaval, a partir daí, não terminava mais na quarta-feira de cinzas. Quase sem querer, ele se fragmentou em diversas festas nos lares das famílias simples, em animadas rodas de samba, em batuques sobre mesas de bares, confirmando que a tribo do samba ainda queria apito, sem necessariamente o pau ter que comer! Isso tudo já faz muito tempo. Hoje eu chego com o vento e volto aos pés da velha tamarineira, sento-me novamente ao lado do guerreiro e de Oxossi em saudação ao meio século de história do cacique de Ramos. Nós somos as raízes e o Cacique é o tronco desta árvore que deu frutos como Jorge Aragão, Almir Guineto, Arlindo Cruz, Dicró, Mauro Diniz, Zeca Pagodinho, Luis Carlos da Vila e Neguinho da Beija-Flor, entre outros nomes, além da dindinha Beth Carvalho um bendito fruto feminino entre tantos homens.

Salve a tribo dos bambas; esse "Doce Refúgio" de pagodeiros e malandros no bom sentido da palavra. A tribo que bate tambor e faz ecoar o surdo de primeira pra saudar a sagrada tamarineira e confirmar que o bom samba também mora em Mangueira. Afina, "onde eu cheguei, nem um mortal chegou, modesta parte nessa arte, Deus me consagrou e o meu canto ecoou por todo universo, até em Marte o meu samba fez sucesso!" Por tudo isso vou festejar, pois sou Cacique, sou Mangueira! Boa sorte a todos compositores.

Mangueira

domingo, 22 de maio de 2011

MOCIDADE A CAMINHO DO CAMPEONATO?

Mocidade Independente de Padre Miguel

A Mocidade Independente de Padre Miguel, está a caminho do título. Sera? Bom o presidente Paulo Viana acha que sim, e se bem me recordo eu já ouvi esse papo antes, é que nos dias que antecederam ao desfile de 2011, o presidente da verde e branca também declarou que as pessoas estavam com medo da Mocidade ganhar o carnaval, que a escola tinha na época um grande carnavalesco (Cid Carvalho), que estava no caminho do título, que a Mocidade ia surpreender ... Lembram do desfile? Ops.... Acho que falou demais o presidente na época.

Bom, entretanto novo ano para o carnaval começa, Paulo Viana foi reeleito presidente, levou para Padre Miguel, o carnavalesco Alexandre Louzada, na minha opinião um dos melhores do mercado hoje, o talentoso Luizinho Andanças (ex-Porto da Pedra), para ser a voz da Mocidade, e acabar com os graves erros cometidos no carro de som no último desfile, e ainda um novo casal de mestre-sala e porta-bandeira.

A Mocidade é uma escola de samba que faz falta na disputa pelo título, mas definitivamente ter um bom carnavalesco não garente títulos, fosse assim o Salgueiro, teria muito mais títulos, a Imperatriz não teria acabado em sexto lugar, e provavelmente a Vila Isabel teria uma colocação bem melhor! Ganhar o carnaval no Rio hoje, é ter uma comunidade forte e guerreira, um bom samba que levante o povo, e uma boa história pra contar; é claro que os outros quesitos tem sua importância, mas quando falo em ganhar carnaval, falo em ser competitiva e conquistar o coração do público, sim, porque conquistar o coração é o grande desafio do verdadeiro show do carnaval carioca.

O presidente na minha opinião está correto sim, a Mocidade está no caminho de ser campeã, mas falta muito, lá onde reina a Estrela Guia, ainda precisa de muito trabalho para se chegar ao título.

Avante Mocidade!

RAYMONDH JÚNIOR
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REGINA CELI É REELEIRA PRESIDENTE DO SALGUEIRO

Regina Celi

Regina Celi, na tarde deste domingo (22-05) foi reeleita pra comandar o Salgueiro por mais três anos, ela derrtou seu concorrente e opositor mais ferrenho Luis Augusto, o Fu, que já foi presidente da escola. Havia uma grande expectativa de que a disputa ia ser acirrada, mas Regina a Presidente Nota 10, Prêmio deste Blog, dado a ela por sua atuação no carnaval 2011, manteve a preferência do salgueirense desde que os primeiros votos foram sendo divulgados. Foram 510 votos de diferença , e essa margem tão grande traz para a nova gestão credibilidade e autoridade para continuar fazendo o Salgueiro crecer.

Durante a campanha, Regina Celi chegou a registrar um boletim de ocorrência na delegacia de polícia, alegando estar sendo vítima de ameaças, a polícia do Rio investiga o caso. Importante mesmo é que o Salgueiro venceu, olhou para o futuro e não para trás.

Fu representava a volta de uma força no Salgueiro e no carnaval  que precisa ser extinta! A quem sabe lê um pingo é letra... Regina Celi representa a novidade, a força da mulher, o amor a escola de samba, a força e ao crédito do belo trabalho que hoje está instaurado no Salgueiro, a presidente reeleita fez a escola voltar a brigar por títulos!

Regina divulgou que somente agora vai dá início aos projetos no Salgueiro 2012, inclusive a divulgação no enredo da vermelha e branca.
Salgueiro
 Muito Axé!

RAYMONDH JUNIOR
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sexta-feira, 20 de maio de 2011

XANGÔ DA MANGUEIRA VIVE NO CANTO DO MANGUEIRENSE!

Por José Carlos Netto - colunista do site Sidney Rezende Carnaval

Foto: Reprodução de Internet

Xangô da Mangueira: é sempre supimpa recordar o mestre


 
 
 
 
 
 
Uma boa HARMONIA, numa escola de samba é aquela que exprime a unidade total no desfile. É o comportamento sincronizado da escola com o perfeito entrosamento e coordenação entre o CANTO, RITMO e DANÇA, tendo por base musical todos os movimentos coreográficos de alas, pastoras, passistas, ritmistas, destaques, além de Mestre Sala e Porta Bandeira.

A continuidade, sem alteração, entre o CANTO, RITMO E DANÇA, são os pontos fortes de cada HARMONIA em desfile. Se por acaso ocorrer divergência de comportamento, todos sabem, no mundo do samba, o que acontece. Logo se diz que o samba está atravessado.

Para a Escola de Samba Estação Primeira de Mangueira, a HARMONIA é muito mais do que isto. É acima de tudo um trabalho de base e até certo ponto primordial. É na Mangueira, talvez a única escola de samba, cujos componentes obedecem cegamente o comando da HARMONIA no Carnaval.

Era com comum, nos tempos idos, se ouvir em qualquer lugar do Buraco Quente, Candelária, Olaria, Chalé e outros locais do morro, dias antes do desfile, a seguinte assertiva: "Estou pronto, só falta Seu Xangô apitar". Tal frase era repetida por todos sem qualquer distinção.

Na realidade, isso apenas demonstrava que Mangueira, mesmo já naquela época, buscava o modernismo neste emblemático quesito, sem apelação, procurando manter viva uma das maiores tradições do morro que era ouvir o apito do grande Mestre Xangô, horas antes da escola descer para disputar o concurso oficial.

Contam os fatos da época que essa tradição foi herdada por Xangô, do Velho Cartola. Para chegar ao posto, outrora ocupado pelo extraordinário compositor, Xangô fez um teste (coisa que não se usa mais em escola de samba) e passou com aprovação geral.

Numa época em que as escolas de samba já não mais ensaiavam (na época ainda não se não realizava ensaios técnicos nem na quadras e tampouco na avenida), pois os preparativos tais como hoje, viraram verdadeiras batalhas carnavalescas. Mangueira ainda conservava o Velho Batuqueiro Xangõ de apito na boca, em sua quadra, clareando o miolo.

Para muitos, aquilo poderia parecer excesso de tradicionalismo. Mas o fato era explicado pelos mais antigos e aceito com agrado pelos novatos da época. Diretor de HARMONIA na Mangueira era na realidade o homem forte de todo o esquema de Carnaval. Sem ele nada era aprovado. Nem mesmo a escolha do enredo era processada sem sua aprovação.

Quando atingiu mais de 30 anos dirigindo a HARMONIA da Mangueira, Seu Xangô se sentiu recompensado. Pois desde que foi chamado para ocupar o cargo, que em certa época foi do incomparável Cartola, o Velho Batuqueiro sempre inovou e teve conquistas a valer.

Nem mesmo a glória pelo sucesso em discos e shows, tirou dele a sua eterna paixão: da quadra da verde e rosa. O chão mangueirense era o seu mundo.

A HARMONIA da Mangueira é sem dúvida alguma, juntamente com a sua famosa BATERIA, o ponto alto do desfile da escola. Quando os mais antigos se reúnem ao pé do morro para lembrarem fatos passados, vêm logo à tona às figuras de Chico Porrão e Cartola, dois maiores diretores de HARMONIA, que passaram pelas quadras do Buraco Quente e E.C. Cerâmica.

O primeiro era carrancudo, sisudo e, não admitia qualquer deslize por parte das pastoras ou integrantes da bateria. Hoje, muitas senhoras ainda desfilando na escola, lembram com uma ponta de saudosismo as muitas pancadas que levaram nas pernas do saudoso Chico Porrão, que de bastão em punho não permetia maiores desatenções na quadra.

É bom lembrar que naquela época, não existiam os modernos sistemas de sons. Tudo era no gogó. Pobres pastoras eram obrigadas a cantar e ainda por cima se não fizessem direito tome de bastão do Chico Porrão.

Já o notável Cartola era mais tranqüilo. Cartola tinha uma virtude muito grande: sabia cativar as pastoras e por isso não tinha problemas. Chegou mesmo criar, mesmo que involuntariamente, o seu próprio grupo de pastoras.

Bem, mas isso deu "pau com formiga" em Mangueira, pois os demais compositores ficavam fulos de raiva com aquela primazia do Cartola. Este por sua vez nem se tocava com as reclamações. Ia para a quadra, primeiro no alto do morro, ensaiava seu samba com suas fiéis pastoras, e depois quando era pra valer ficava um "mamão com açúcar".

Por fim, tal estado de coisas foi indo, foi indo que o Seu Agenor de Oliveira resolveu a se afastar, primeiro da HARMONIA, depois da próprio do Morro de Mangueira.

Surgiu então o Seu Xangô. Moço ainda, mas com muita capacidade, Seu Olivério Ferreira foi se impondo. Primeiro com versador, já que na época havia os sambas que eram cantados pelo Diretor de Harmonia. Depois como ensaiador de quadra, Seu Xangô conquistou simpatia geral de todos em Mangueira.

Sem ser rigoroso como foi Chico Porrão, mas cauteloso e artimanhoso como Cartola, Seu Xangô mostrou o seu real valor. Foi uma fase de ouro para o samba da Mangueira. Os títulos eram conquistados e novos valores foram sendo revelados.

Seu Xangô completou 50 e poucos anos dirigindo a HARMONIA da Mangueira. Sempre levando consigo os inúmeros títulos conquistados através da sua vitoriosa carreira. "Rei do Partido" e "Cidadão do Samba", títulos estes que o colocaram no verdadeiro pedestal do samba brasileiro: "Rei do Samba".

Portanto, em vários carnavais estiveram juntos O Rei do Samba e a mais famosa Rainha do Samba, já que Xangô e a Mangueira se confundiam como o próprio reino do samba brasileiro. Vimos ao longo de meio século todas as tradições do samba sendo mostradas ao público e, em particular aos jurados de uma maneira prática e moderna, sem fugir de suas raízes.

Para mim, um mangueirense, com 50 anos de escola, é motivo de honra e orgulho muito grande ter pertencido à melhor HARMONIA de todos os tempos. A HARMONIA do Mestre Xangô da Mangueira.

Nota dez para aquela HARMONIA era simples banalidade. Sempre estávamos prontos para um novo sucesso, pois Mestre Xangô apitava com vigor colocando não somente cabrochas na linha, mas de resto toda a Mangueira em total HARMONIA.

Por isso ainda lamento, é que ao assumir, no dia 09 de maio de 2009, o cargo de Vice - Presidente de HARMONIA DA MANGUEIRA tentei destinar um espaço, uma sala que fosse para perpetuar o nome o Seu Xangô, como um daqueles baluartes que ajudaram á verde-e- rosa ser do tamanho que é

Mas, baldaram-se os meus esforços.

terça-feira, 17 de maio de 2011

SALVE O MESTRE JOÃOSINHO TRINTA

Joãosinho Trinta, de 77 anos, foi internado no Hospital UDI, em São Luís, no Maranhão. De acordo com a assessoria da unidade de saúde, o carnavalesco deu entrada no hospital na última quinta-feira apresentando pneumonia e insuficiência cardíaca.

Na manhã desta terça-feira, ele passou por uma série de exames. O hospital informou que ele está consciente e tem os sinais vitais estáveis, mas respira com auxílio de aparelhos.

Joãosinho Trinta
O GRANDE MESTRE DO CARNAVAL
Até os 18 anos de idade viveu em São Luís do Maranhão, onde trabalhou como escriturário. Mudou-se para o Rio de Janeiro em 1951.

Começou sua carreira carnavalesca no Salgueiro, onde foi campeão, como assistente, em 1965, 1969 e 1971.

Após a saída dos carnavalescos Fernando Pamplona e Arlindo Rodrigues, foi promovido a carnavalesco da escola onde fez dupla com a artista plástica Maria Augusta no carnaval de 1973, com o enredo "Eneida: Amor e Fantasia".

Já como carnavalesco-solo ganhou o bi-campeonato em 1974 com "O Rei de França na Ilha da Assombração" e em 1975 com "O Segredo das minas do Rei Salomão".

Após divergências com a diretoria salgueirense, transferiu-se para a escola de samba Beija Flor, onde deu seu toque de genialidade com enredos ousados e luxuosos que deram à agremiação nilopolitana os títulos de 1976, 1977, 1978, 1980 e 1983, além de vários vice-campeonatos, entre eles os de 1986 com "O mundo é uma bola" e o de 1989 com "Ratos e Urubus, Larguem a Minha Fantasia" gerando controvérsias com a Igreja Católica ao tentar levar ao desfile uma imagem do Cristo Redentor caracterizado como mendigo.

Também foi campeão nos Grupos de Acesso com as escolas Império da Tijuca e Acadêmicos da Rocinha, além de ter feito carnavais para escolas de São Paulo.

Após problemas de saúde transferiu-se para a escola de samba Unidos do Viradouro, onde ganhou o título do carnaval de 1997 com o impactante "Trevas! Luz! A explosão do Universo".

Teve passagem marcante na Grande Rio com o 3ºlugar inédito para a escola em 2003.

Em 11 de julho de 2006, após sofrer dois AVCs (acidente vascular cerebral), foi internado no Rio de Janeiro e, vinte dias depois, transferido para um hospital de Brasília, de onde teve alta em 19 de outubro.

Em 2006 se transferiu definitivamente para o Distrito Federal onde foi agraciado com o título de Cidadão Honorário de Brasília e em 2010, concorreu a deputado distrital, mas não conseguiu se eleger.

Este gigante Carnavalesco mora em nossos corações, e todo mundo que pretende fazer carnaval, tem um dia que passar por alguma de suas obras geniais, de talento inquestionável. Trinta revolucionou sua geração, deu ao carnaval um ar de seriedade e profissionalismo que o levou muitas vezes ao lugar mais alto do pódio, ele nos conquistou com alegria e talento.

Que os Orixás o protejam!
Estamos rezando aqui...



SEUS CARNAVAIS
AnoEscolaColocaçãoGrupoEnredo
1973Salgueiro3º lugarGrupo 1-AEneida, amor e fantasia
1974SalgueiroCampeãoGrupo 1-AO Rei de França na Ilha da Assombração
1975SalgueiroCampeãoGrupo 1-AO Segredo das minas do Rei Salomão
1976Beija-FlorCampeãoGrupo 1-ASonhar com Rei dá Leão
1977Beija-FlorCampeãoGrupo 1-AVovó e o Rei da Saturnália na corte egipiciana
1978Beija-FlorCampeãoGrupo 1-AA criação do mundo segundo a tradição Nagô
1979Beija-FlorVice-CampeãoGrupo 1-AO paraíso da loucura
1980Beija-FlorCampeãoGrupo 1-AO sol da meia-noite - uma viagem ao país das maravilhas
1981Beija-FlorVice-CampeãoGrupo 1-ACarnaval no Brasil - a oitava das sete maravilhas do mundo
1982Beija-Flor6 LugarGrupo 1-AO olho azul da serpente
1983Beija-FlorCampeãoGrupo 1-AA grande constelação das estrelas negras
1984Beija-Flor3ºlugarGrupo 1-AO gigante em berço esplêndido
1985Beija-FlorVice-CampeãoGrupo 1-AA Lapa de Adão e Eva
1986Beija-FlorVice-CampeãoGrupo 1-AO mundo é uma bola
1987Beija-Flor4ºlugarGrupo 1-AAs mágicas luzes da ribalta
1988Beija-Flor3º lugarGrupo 1-ASou Rei negro, do Egito à liberdade
1989Beija-FlorVice-CampeãoGrupo 1-ARatos e Urubus, larguem a minha fantasia
Unidos do PerucheVice-CampeãoGrupo EspecialDeuses Africanos
RocinhaCampeãoGrupo 1-DO esplendor dos divinos orixás
1990Beija-FlorVice-CampeãoGrupo EspecialTodo mundo nasceu nu
Unidos do PerucheVice-campeãoGrupo EspecialDe Roma Pagã ao Esplendor da Paulicéia
RocinhaCampeãoGrupo 1-CUm coração chamado Brasil
1991Beija-Flor4º lugarGrupo EspecialAlice no Brasil das maravilhas
RocinhaCampeãoGrupo 1-BDo esplendor da Roma pagã ao despertar da Rocinha
1992Beija-Flor7º lugarGrupo EspecialHá um ponto de luz na imensidão
1994Viradouro3º lugarGrupo EspecialTereza de Benguela, uma rainha negra no Pantanal
1995Viradouro8º lugarGrupo EspecialO rei e os três espantos de Debret
1996Viradouro13º lugarGrupo EspecialAquarela do Brasil ano 2000
1997ViradouroCampeãoGrupo EspecialTrevas! Luz! A explosão do universo
1998Viradouro5º lugarGrupo EspecialOrfeu, o negro do carnaval
1999Viradouro3º lugarGrupo EspecialAnita Garibaldi, heroína das sete magias
2000Viradouro3º lugarGrupo EspecialBrasil, visões de paraísos e infernos
2001Grande Rio6º lugarGrupo EspecialGentileza, o profeta do fogo
2002Grande Rio7ºlugarGrupo EspecialOs papagaios amarelos nas terras encantadas do Maranhão
2003Grande Rio3ºlugarGrupo EspecialO Brasil que Vale
2004Grande Rio10ºlugarGrupo EspecialVeste a camisinha, meu amor
2005Vila Isabel10ºlugarGrupo EspecialSingrando em mares bravios... E construindo o futuro




segunda-feira, 16 de maio de 2011

IMPÉRIO SERRANO DE CARA NOVA

Mestre Átila, Presidente do Império Serrano
Frase memorável de Arlindo Cruz: "eu sou do tempo em que escola de samba era Portela, Mangueira, Salgueiro e Império Serrano", ele acrescenta dizendo que não está desmerecendo as outras agremiações, mas houve um tempo em que estas escolas citadas ditavam o carnaval e revelaram grandes nomes do samba. E na minha humilde opinião, houve sim um tempo em que essa escolas reinaram, e mais ainda: ainda reinam. Essas escolas estão no coração do povo, e fazem escola com seus sambas memoráveis, seus enredos bem desenvolvidos e sua marca no carnaval, seja no agô agô do Império ou no Surdo Um da Mangueira.

Ah, no nosso Império! Império Serrano de grandes glórias, de uma vida apaixonada, uma nação de torcedores que fizeram história, mas que nos últimos anos, mesmo com grandes carnavais não obtiveram bons resultados, o Império precisa voltar ao Grupo Especial, faz falta por lá!

E numa disputa acirrada neste último domingo (15-05) o ex-mestre de bateria Meste Átila foi eleito Presidente do Império numa diferença apertada de 02 votos, e foi uma campanha acirrada, Mestre Átila prometeu levar a escola da Serrinha a fazer um grande carnaval, já havia anunciado a pretenção em contratar o carnavalesco Mário Quintaes (ex-Mangueira em 2011) e o coreógrafo Carlinhos de Jesus (atualmente na Beija Flor), para defenderem um enredo que segundo o Presidente vai homenagear a Dama do Samba, Dona Inove Lara.

Logo após o anúncio da vitória o Presidente surpreendeu a todos dizendo que Quitéria Chagas volta ao posto de Rainha, e o intérprete Nêgo será a voz do Império em 2012. Que bom, Quitéria foi injustamente retirada do posto, ela tem a cara do Império e, é na minha concepção uma das melhores Rainhas!  Já não posso dizer o mesmo sobre o talento de Mário Quintaes, me parece bastante ultrapassado, levando em consideração seu último carnaval na Mangueira, de péssimo gosto na concepção de alegorias e adereços e fantasias de gosto duvidoso, vamos esperar para vê, talvez o novo carnavalesco no Império esteja para o Grupo de Acesso assim como Carlinhos de Jesus está para o Grupo Especial, e como a disputa por hora é no Grupo de Acesso, talvez dê certo. É só esperar agora.

PARABÉNS ETERNO MESTRE ÁTILA, AGORA PRESIDENTE ÁTILA!

Axé!

RAYMONDH JÚNIOR
TWITTER: @raymondhjunior
CONTATO: e-mail raymondhjr@hotmail.com

sexta-feira, 13 de maio de 2011

O HARRY POTTER DA UNIDOS DA TIJUCA

Componentes da Alegoria 4 da Unidos da Tijuca 2011
A Unidos da Tijuca no seu Carnaval de 2011 encantou mais uma vez a Sapucaí, com seus efeitos geniais e uma criatividade ímpar, a Escola de Paulo Barros, foi com tudo para conquistar seu bi-campeonato, que por força do destino não veio.

Concordando ou não com o resultado, o fato é que tivemos um grande desfile, sob o enredo "Esta Noite Levarei Sua Alma" a Unidos da Tijuca revelou grande surpresas. Detalhe especial neste blog, para a quarta alegoria que trouxe dezenas de Harry Potter's. Não muito destacada pela emissora que transmitiu os desfiles, a Rede Globo, talvez porque os direitos autorias do filme pertença ao SBT;  pode ser que a emissora carioca não quisesse divulgar um filme que não possui direitos de transmição.

 O importante mesmo é o trabalho desses meninos e meninas, apaixonados pelo carnaval e que se dedicaram para o público delirar. Sob o comando dos premiados coreógrafos, Roberta Nogueira e Marcelo Sandryni, os Harry's da Tijuca foram incríveis!

Harry Potter da Tijuca

Do alto carro 4

Os efeitos do carro do Harry Potter de Paulo Barros

Harry Potter

Harry Potter entrando na Sapucaí



Ainda na Concentração

FUTEBOL x ESCOLAS DE SAMBA

Eu achei essa comparação bem legal, tudo haver, foi publicada na revista "ESPN" de março:
é uma comparação entre times de futebol e escolas de samba do grupo especial do Rio de Janeiro, salvo que não saiu da minha mente, você pode concordar ou discordar. Bom, na minha humilde opinião a relação é bem interessante! Confira.


Corinthians - Grande Rio
 
Representa uma zona de "povão", mas é bem endinheirada. Costuma apostar em nomes midiáticos e muitas vezes desperta com isso a antipatia de rivais. É fácil tirar os torcedores do sério: basta lembrar que ainda falta "aquele" título…

São Paulo - Beija-Flor
Houve um tempo em que era vista com certa simpatia pelos adversários, mas isso acabou quando passou a conquistar um título atrás do outro. Bem organizada, adotou certa dose de arrogância no discurso.

 

Internacional - Vila Isabel
Celeiro de bambas, passou período sendo grande só no rótulo. Hoje em dia é novamente cotada para todos os títulos, especialmente depois da glória alcançada em 2006, contra a maioria dos prognósticos.

Flamengo - Mangueira
Impossível ficar indiferente: é amada ou odiada. Nas suas maiores conquistas, contava com craques formados em casa. Politicamente, costuma ser uma bagunça, mas tem títulos, história de dar inveja nas concorrentes, possui a maior torcida e é a escola mais popular do Brasil.


Atlético/MG - Império Serrano
Tem uma história bonita, conta com uma torcida grande e apaixonada, mas raramente brigou nas cabeças nos últimos tempos. E o último título importante já faz um tempinho…

Atlético/PR - Viradouro
De um centro periférico, já foi campeã e conseguiu fazer barulho em diversas ocasiões. Considerada-se grande, mas aos olhos dos grandes tradicionais será sempre menos importante.

América/MG - São Clemente
Volta e meia aparece no Grupo Especial. Ninguém sabe direito como subiu, mas é certo que vai cair.

Atlético/GO - Porto da Pedra
Inesperadamente tornou-se a única representante de sua região na divisão de elite. Lutar contra o rebaixamento é sua rotina, e cada permanência deve ser comemorada como um título.

Bahia - União da Ilha
Muitos lamentam pelo tempo que ela andou longe da primeira divisão na última década. A torcida festiva, unida pelas cores azul, vermelho e branca, é sempre garantia de espetáculo. Mas só assiste à briga dos grandes.

Santos - Portela
Algumas das maiores referências do meio saíram de sua base. É uma das favoritas dos saudosistas, daqueles que gostam de dizer que "no meu tempo era melhor". Até hoje reclama de um título roubado em 1995.

Grêmio - Imperatriz
O estilo pode não agradar aos puristas, mas ela não se importa. É copeira e tem o respeito dos adversários, mesmo quando a fase não é das melhores.

Botafogo - Mocidade
Viveu épocas gloriosas, mas hoje é coadjuvante. Beliscar uma vaga no desfile das campeãs está de bom tamanho. Os torcedores eram mais felizes quando o dinheiro dos bicheiros ajudava da montagem do elenco.

Palmeiras - Salgueiro
Encerrou de maneira memorável uma incômoda seca de títulos em 1993. De lá pra cá, descobriu que ter o Edmundo nem sempre é garantia de conquistas.

Fluminense - Unidos da Tijuca
Já nasceu grande, destacando-se pelo pioneirismo no cenário carioca. Teve períodos turbulentos e andou dando seus vexames com rebaixamentos, mas reestruturou-se e viu a consagração com o título em 2010, acabando com um longo jejum.