sábado, 11 de junho de 2011

ALCIONE, A MANGUEIRENSE!


Alcione e a Mangueira

Alcione Dias Nazareth, a Marrom, de São Luís do Maranhão para o mundo! Essa mangueirense apaixonada se viu no ano de  2011 na quase obrigação de desfilar pela Beija Flor de Nilópolis, que homenageou o Rei Roberto Carlos, porque a Marrom já gravou algumas músicas de RC e na justa homenagem da Beija ao Rei, havia uma alegoria de mulheres que cantaram as belas obras do Rei; era simpático e carnavalesco que Alcione esteve no desfile, porque na verdade o que esta mulher faz não é uma disputa a todo preço por títulos para  a Estação Primeira de Mangueira, sua escola de coração, e sim a festa do povo, chamada carnaval, mas é claro que ela um dia antes brilhou na Sapucaí com a Mangueira.

Alcione se identificou com a Mangueira desde que veio morar no Rio de Janeiro, e por esta escola já demonstrou todo seu amor, com músicas e homenagens que estão guardadas na memória do samba e do carnaval carioca, fundadora, incentivadora e principal colaboradora da Mangueira do Amanhã (escola mirim da Estação Primeira de Mangueira), esta ilustre mangueirense jamais poderia ser confundida como torcedora de outra agremiação, ela é a cara da Mangueira, mesmo estando na sinopse e possivelmente no desfile da Beija Flor em 2012 mais uma vez, porque no próximo ano a escola de Nilópolis vai homenagear sua terra natal, o estado do Maranhão. Tem gente que anda por Nilópolis achando que Alcione poderia estar encantada pela Beija, na verdade o respeito pelo mundo do samba sempre foi marca de Alcione, mas daí a supor que o seu coração não seria verde e rosa, seria no mínimo um absurdo!
Alcione e Hebe no desfile da Beija Flor 2011

Alcione e Jamelão
Ela é dessas mangueirenses que desfila, ensaia, canta, puxa samba enredo, frequenta o Palácio do Samba, e veste a camisa orgulho da nação verde e rosa. Pessoalmente, eu jamais esquecerei o show da virada de 2010 nas areias  de Copacabana, quando com minha camisa da Mangueira cheguei bem perto do palco e estendi uma bandeira da Estação Primeira de Mangueira, e a Marrom olhou para mim e fez um gesto simpático de reverência ao pavilhão, no final ainda exclamou: "Salve, a Estação Primeira!" Para o mangueirense isso é o que nos faz seguir em frente, orgulhosos de ter em suas galerias essa grande mulher, artista, mangueirense de verde e rosa.

E nós seguimos em frente, juntos, torcendo não apenas pelo sucesso desta maravilhosa cantora brasileira, mas pela fraternidade das escolas de samba, da harmonia, que faz do carnaval uma grande família, que uma vez por ano disputa um título, e não uma guerra. Um desfile de paz, amor, que revela a cultura desse país, no maior espetáculo do planeta: o carnaval da Mangueira! Ops... é claro com as co-irmães (risos).
Alcione

Alcione e Rosemeri

Alcione no desfile da Mangueira 2011

Alcione

Alcione e Ivo Meirelles - Mangueira 2011

Alcione na Mangueira 2010

Alcione e Elimar Santos
A despedida à Jamelão
Alcione



SALVE A ESTAÇÃO PRIMEIRA DE MANGUEIRA!


Axé!

RAYMONDH JÚNIOR
twitter - raymondhjunior

sexta-feira, 10 de junho de 2011

SINOPSE DA IMPERATRIZ LEOPOLDINENSE 2012

Foto: DivulgaçãoA sinopse do enredo da Imperatriz Leopoldinense, sob o título "Jorge, Amado Jorge", foi entregue aos compositores nesta terça-feira. O encontro contou com a presença de filhos de Jorge Amado, que será homenageado pela escola na avenida.
Confira o texto:

"Briguei pela boa causa, a do homem e a da grandeza, a do pão e a da liberdade, bati-me contra os preconceitos, ousei as práticas condenadas, percorri os caminhos proibidos, fui o oposto, o vice-versa, o não, me consumi, chorei e ri, sofri, amei, me diverti."
Jorge Amado (Navegação de Cabotagem, 1992)

Ave Bahia! Bahia sagrada!
1912. A lua prateada banha o céu de axé...
Eis a coroa de Oxalá, o Senhor da Bahia!
Venha nos proteger, meu Senhor do Bonfim!
Vem do mar a esperança... Litoral de magia... Iemanjá! Oferendas à rainha do mar!
"Ela é sereia, é a mãe-d’água, a dona do mar, Iemanjá"
Velas bailam ao som do vento baiano. Veleiros, canoinhas e jangadas, deixem-se levar.
"...cerca o peixe, bate o remo, puxa corda, colhe a rede
Canoeiro puxa rede do mar..."
Jorge, Amado Jorge... Eis aqui sua história, vida e memória!
Vai, criança baiana; descubra os segredos dessa terra.
Jorge conheceu fazendas, ruas, vielas,
Becos e guetos, tipos e jeitos.
- Quem quer flores? Frutas? - grita o vendedor.
- Olha o acarajé! - oferece a velha baiana.
Águas de Oxalá! Venha ver a Lavagem do Bonfim!
As letras lhe chegam num sopro. Um vento de liberdade em defesa do povo.
Ah... O Rio de Janeiro... Nova casa do rapaz escritor.
Graduado na vida e na universidade.
Na política, com o "coração vermelho", se engajou.
É a vida na capital. Amigos, papos e mulheres...
Ah... As mulheres... Vida perfumada e sensual...
Bares e cabarés... Eis a malandragem, o primeiro livro: o "país do carnaval".
Primeiros romances. Romances da guerreira e apimentada Bahia, sua eterna paixão.
O ciclo do cacau, grande inspiração.
Viver nas areias da história e sonhar em ser capitão.
Um ideal. O valor do homem. O reconhecimento da valente alma do povo.
Vivência e personagens se confundem. Verdadeiros baianos traduzidos nos folhetins.
Onde está a liberdade?
Essa é a "Bahia de todos os santos", de toda gente! Gente brasileira.
Doce amor, doce flor. Amiga, companheira, parceira de letras e caminhadas
Que o segue fielmente pelo "sem fim" do mundo.
Retornar a sua origem... Os passos rumo à alvorada da literatura.
Rumo à consagração: premiado e Amado. De farda e fardão.
Busca no tempero de Gabriela os sabores da vida. O aroma da crônica do interior.
A brisa que balança as madeixas da morena embala palavras ao encontro de Dona Flor.
Tieta do "chão dos prazeres", do agreste. Tereza Batista, "fonte de mel".
Mulheres e "milagres" do Nordeste.
Jogue a rede, pescador! Traga do mar de memórias as palavras inspiradoras.
Hoje o capitão é Jorge Amado. Capitão de sua navegação. "Navegação de Cabotagem".
Misticismo e miscigenação, a alma desse chão.
Que Exu nos permita caminhar! "Se for de paz, pode entrar."
Okê Arô Oxossi! Salve todos os Orixás! Joga búzios, canta a reza!
Kaô kabesilê! Kaô meu pai Xangô! Jorge é obá no Ilê Axé Opô Afonjá!
Ora iê iê Oxum! Mãe de Mãe Menininha do Gantois, amiga na fé, axé!
É festa na ladeira do Pelô! É festa na Bahia! Fervilha a mestiça terra de Jorge!
A Magia dos Filhos de Ghandi... É energia do sangue nordestino...
Tocam atabaques e alabês. O Pelourinho estremece! Vem descendo o Ilê Aiyê!
É o tambor! É a força do ritmo! É o som do Olodum!
Venham, amigos queridos! Amada família do escritor, venha conosco cantar!
100 anos do nascimento de Jorge Amado... Comemora a Imperatriz Leopoldinense!
De alma e coração, vamos todos brindar ao mestre das letras!
Sentadas sob a sombra da copa de uma grande árvore, suas palavras vão para sempre descansar...
Jorge, Amado Jorge...
Muito obrigado!
Hoje, a ti canto e me declaro:
sou mais um gresilense apaixonado!


Presidente: Luiz Pacheco Drumond
Carnavalesco: Max Lopes
Direção de Carnaval: Wagner Araújo
Texto e desenvolvimento: Max Lopes e Gabriel Haddad

SINOPSE DA INOCENTES DE BELFORD ROXO

A Inocentes de Belford Roxo, escola da Baixada Fluminense que desfila  no grupo de acesso entregou a sinopse do enredo aos compositores, nesta última terça-feira. O enredo recebeu o título de "Corumbá - Ópera Tupi - Guaikuru", de autoria do carnavalesco Wagner Gonçalves, ex-Mangueira.
Foto: Divulgação

Leia a sinopse:

Corumbá- ópera Tupi- Guaikuru

     Este enredo é a junção de vozes que ao longo do tempo ecoaram dispersas. Ao ouvir um sussurrar suave percebe-se a voz da história como um canto que projeta o um País, rico e exuberante envolvido em sua pluralidade. Algumas visões culturais especificas sobre a formação do Brasil e seus Brasis. Ergue-se então um contracanto que é a polifonia da história com as vozes do povo, os descendentes dos índios Jacutingas enraizados a margem do Rio Sarapuí.

      E assim as vozes destes homens simples se juntam com as, dos Guaikurus dos Guatós e todos iram defender e fazer tremular um pavilhão de cores; vermelho, branco e azul, inspirados no urucum jenipapo e calcário. E o canto que regi é o gritar do Jaburu - que resume arremata e faz culminar um estandarte natural de ironia alegria e festa, compondo assim a "sinfonia da natureza".

     Cada voz é uma importante contribuição para esta grande orquestração. Iremos compor um mosaico e gerar mais uma releitura desta aldeia chamada Brasil.

     Apresentaremos no libreto uma narrativa "maravilhosa" que vai navegando entre o lírico e o rasteiro. Inserindo assim uma cor especifica a este "livro de figuras".

     Esta opera é uma espécie caleidoscópica da vigorosa tradição musical e folclórica brasileira, tornando-se um contundente retrato da "Alma Nacional". "A partitura será apresentada feito uma singela pintura de um ‘rio de fantasia" no qual desaguam: paisagens, sonhos, lendas, folclores e tradições...

    

A rapsódia verde amarela de lugar distante

Sou o sagrado coração da terra

A fauna, flora, e lendas. E também cacique dos índios cavaleiros

Trago as cores e a exuberância das riquezas naturais

Sendo Lagoa e mar de Xarayes

Tenho a Fonte nascente... Vida e rio afluente, raízes e frutos da ambição.

Sinto um leve sabor de fruta retirado das mangabeiras, e o perfume das flores abertas.

Passados de lembranças e sonhos de futuros

O emergir e o desaparecer

A transformação à margem do Rio Paraguai

E o Forte de Nossa senhora da Conceição

O fogo- e as cinzas da historia.

O Porto e o progresso de um povoado coberto de musgo. E das Ruinas que dão arvores; vejo a vila, a beleza e a epidemia.

Defendo as cores pátria na Figura de Tamanduá bandeira,... Comendo formigas e cupins

Tal qual Homem da guerra; sou tenente, raposa, coronel, coiote e Tamandaré.

Sou gavião caramujeiro devorando aruás. Sangue mais denso que agua

A arte plumária me faz

Um Senhor da liberdade

Que deita com a lua

Diante do passar dos séculos.

Agora me sinto estrela e um sonho indecente, Deixando apenas os grafismos para inspiração.

E Na lavagem do São João, misturo o sagrado e o profano.

Sendo Marinheiro, mestiço, pantaneiro. ...Toco "Índia" da Guarânia, e danço polca.

 Sou "prenda". Sou "prata".

Idealizado de brasileiro da fronteira.

Na Minha "estrada de ferro" danço com a morte e a jazida e frágil e forte.

Vejo a Chalana... E sinto a brisa

E tal qual homem do verso de Manoel de Barros sou a continuação das aguas reviradas pelo minhocuçu.

E Ao silencio do por do sol

Sinto o vento embaixo das saias ao som do rasqueado

Será que sou o que seria?

...   Sim! Um ser inocente, porém valente, inzoneiro que revela o carnaval.  E também símbolo de paz sobre dois corações.                 

Represento harmonia e conexão confluente entre a cidade branca e a cidade do amor.

Danço no Chão da morena trigueira ao som do cavaco e da viola de cocho. E a minha poesia me faz irmão do povo melodia e mensageiro de écos que retumbam no ar;

"Vale a pena preservar"

Meu nome é Tupi - Guaikuru, amigo de Peri, neto de Caramuru, sou Juruna, Galdino, Maria, Iracema, Jorge, João, Paulo, sou Cererê e Raoni.

A fantasia é um velho mistério e tesouro guardados dentro cada um de nós

Sou Belford Roxo, Corumbá - sou Macunaíma - sou brasileiro.

"Mim" só quer brincar

Abram - alas que eu vou chacoalhar...  


quinta-feira, 9 de junho de 2011

UM CLICK INESQUECÍVEL - CARNAVAL DE 2007

Imperatriz Leopoldinense no enredo Teresomja, Uhuhuuu!!! Vocês Querem Bacalhau?
Carnavalesca Rosa Magalhães, 9º lugar.
Imperatriz 2007
Estácio de Sá no enredo, O Ti-Ti-Ti do Sapoti
Carnavalesco Paulo Menezes, 13º lugar.
Estácio de Sá 2007
Beija Flor de Nilópolis no enredo, Áfricas: Do Berço à Corte Brasiliana
Comissão de Carnaval, Campeã do Carnaval
Beija Flor 2007
Grande Rio no enredo, Caxias, o Caminho do Progresso, o Retrato do Brasil
Carnavalesco Roberto Szaniecki, 2º lugar.
Grande Rio 2007
 Império Serrano no enredo, Ser Diferente é Normal - O Império Serrano Faz a Diferença no Carnaval
Carnavalesco Jack Vasconcelos, 12º lugar.
Império Serrano 2007
Mangueira no enredo, Minha Língua é Minha Pátria, Mangueira Meu Grande Amor. Meu Samba Vai ao Lácio Colher a Última Flor
Carnavalesco Max Lopes, 3º lugar.
Mangueira 2007
Mocidade Independente de Padre Miguel no enredo, O Futuro do Pretérito, Uma História Feita à Mão
Carnavalesco Alex de Souza, 11º lugar.
Mocidade 2007
Portela no enredo, Os Deuses do Olimpo na Terra do Carnaval - Uma festa dos Esportes, da Saúde e da Beleza
Carnavalescos Cahê Rodrigues e Amarildo de Mello, 8º lugar.
Portela 2007
Porto da Pedra no enredo, Preto e Branco a Cores
Carnavalesco Mílton Cunha, 10º lugar.
Porto da Pedra 2007
 Salgueiro no enredo, Candaces
Carnavalescos Renato Lage e Márcia Lávia, 7º lugar.
Salgueiro 2007
Unidos da Tijuca no enredo, De Lambida em lambida, a Tijuca Dá Um Click na Avenida
Carnavalescos Luiz Carlos Bruno e Lane Santana, 4º lugar.
Unidos da Tijuca 2007
Vila Isabel no enredo, Metamorfoses: Do Reino Natural à Corte Popular do Carnaval - As Transformações da Vida
Carnavalesco Cid Carvalho, 6º lugar.
Vila Isabel 2007
Unidos do Viradouro no enredo, A Viradouro Vira o Jogo
Carnavalesco Paulo Barros, 5º lugar.
Viradouro 2007

A UNIDOS DA TIJUCA É VASCO DA GAMA NO CARNAVAL DE 1998

Vasco da Gama

Para que os amantes do carnaval, torcedores do Vasco da Gama sintam-se prestigiados com a conquista inédita do título da Copa do Brasil, este BLOG presta uma homenagem a galera vascaína... é duro, mas aí vai, aproveitem galera, vamos relembrar o carnaval da Unidos da Tijuca em 1998, que homenageou o Vasco da Gama.

Na madrugada de 23 para 24 de fevereiro de 1998,  o Vasco recebeu uma das homenagens mais bonitas de sua história: foi enredo da escola de samba Unidos da Tijuca no tradicional desfile da Marquês de Sapucaí, ponto alto do Carnaval do Rio de Janeiro.

A aproximação entre as duas instituições se deu pelo fato do presidente da Unidos da Tijuca, Fernando Horta, português de nascimento (aliás, fato único entre as grandes escolas de samba cariocas), ter fortes ligações com o Vasco. Como o ano de 1998 marcava também os 500 anos da descoberta do caminho marítimo para as Índias pelo Almirante Vasco da Gama, a idéia de homenagear tanto o navegador quanto o clube no Sambódromo surgiu naturalmente.

A responsabilidade de contar na avenida a história de um dos personagens portugueses mais importantes de todos os tempos e, ao mesmo tempo, a do clube idolatrado por milhões de brasileiros coube ao carnavalesco Oswaldo Jardim, ex-Mangueira na época. O nome escolhido para o enredo foi "De Gama a Vasco A Epopéia da Tijuca". A sinopse, escrita pelo próprio Jardim fantasia sobre como seria o Almirante Vasco da Gama contando sua própria biografia e, quatro séculos mais tarde, o seu "renascimento" na forma de um clube esportivo: "acho que meu nome sempre esteve fadado a surpresas para mim mesmo. Já começo a me acostumar com o inesperado. 400 anos mais tarde me vejo renascer, não mais como um homem apenas mas como um ideal. Venho renascer num país tão jovem quanto eu era quando saí do Tejo em busca das Índias, e com tanta esperança e prosperidade quanto eu e meus homens tínhamos. Venho a renascer no Brasil em meio a jovens sem antepassados ilustres como eu, mas com um grande ideal de união entre dois povos: o português e o brasileiro".  Oswaldo Jardim abandonou suas atividades como carnavalesco no ano 2000 e faleceu em 2003, aos 43 anos, vítima de complicações decorrentes da hepatite C.

A Unidos da Tijuca foi designada como a sexta escola a desfilar na segunda-feira de Carnaval, num total de sete. Devido ao seu enredo falando sobre o Vasco, os ingressos para este dia esgotaram-se rapidamente, contrariando uma tradição de vários anos segundo a qual as entradas para o desfile de domingo costumavam ser as mais procuradas pelo público.

O fato do Vasco ter se sagrado campeão brasileiro em 1997 aumentava ainda mais a expectativa para o desfile. No ano de seu centenário, o Clube da Colina se via novamente na Libertadores e tinha acabado de fechar uma parceria milionária com uma instituição bancária dos Estados Unidos, o Nations Bank (mais tarde englobada pelo Bank of America).

O time, que contava com Carlos Germano, Odvan, Mauro Galvão, Felipe, Nasa, Luizinho, Pedrinho, Juninho (o complemento "Pernambucano" só surgiria em 2000, com a vinda do outro Juninho, que virou Juninho Paulista), Ramon, Donizete e Luizão, participou em peso do desfile. Roberto Dinamite, ídolo maior dos vascaínos, veio em cima de um carro alegórico juntamente com o técnico Antônio Lopes, o presidente Antônio Soares Calçada e o 1º vice-presidente Amadeu Pinto da Rocha. Eurico Miranda, então 2º vice-presidente, cantava a plenos pulmões o samba-enredo trajando um uniforme estilizado do clube. A propósito, nesse desfile foi feito aquele que provavelmente é o único registro conhecido de Eurico Miranda usando uma camisa que lembra a do Vasco. O ex-presidente cruzmaltino já declarou diversas vezes que não tem o hábito de aparecer publicamente com a camisa vascaína porque entende não precisar se utilizar desse expediente para provar seu amor ao clube.

Um "reforço de peso" vindo diretamente da Itália também participou da festa, ora evoluindo no chão, ora sobre um carro alegórico: Edmundo, que simplesmente acabara com a bola no Campeonato Brasileiro de 1997 e estava na Fiorentina. Curiosamente, o Animal havia cogitado não desfilar na Unidos da Tijuca por causa de sua ligação com o Salgueiro, mas mudou de idéia: "conheci o time aos 8 anos e o Salgueiro aos 16. Sou Vasco e Salgueiro. Sempre defenderei minhas duas paixões", disse o ídolo na época  ao Jornal do Brasil.

A festa não cansou os jogadores, que voltaram a campo no domingo seguinte, dia 1º de março, e derrotaram com facilidade o Vila Nova-GO por 2 a 0 em São Januário, ficando em boa situação para passar para as quartas-de-final da Copa do Brasil. Porém, três dias depois, em Porto Alegre, o Vasco perdeu por 1 a 0 para o Grêmio em sua estréia na Libertadores.

O desfile da Unidos da Tijuca levantou as arquibancadas da Sapucaí. Se em nenhum momento foi apontada como uma das candidatas ao título, a escola tijucana teve sua atuação empolgante e tecnicamente correta destacada pela imprensa. O Jornal do Brasil, por exemplo, escreveu: "a Unidos da Tijuca surpreendeu. Não está na briga pelo título, mas fez seu melhor desfile dos últimos tempos. Com um enredo perigoso - uma homenagem ao centenário do Vasco da Gama -, conseguiu vencer o risco de despertar a antipatia da torcida inimiga e saiu aplaudida. (...) Dificilmente, a Unidos da Tijuca estará no Desfile das Campeãs, no sábado que vem. Mas, como há muito tempo não acontecia, a escola deixou a avenida com a certeza de que fez bonito."  Serginho do Porto, um dos compositores do samba e seu intérprete na avenida, considerou o desfile o seu melhor momento no Carnaval. Diz o texto: "Serginho do Porto considera que viveu seu melhor momento em carnaval no desfile feito pela Unidos da Tijuca em 1998, quando interpretou um samba em homenagem ao centenário do Vasco da Gama, que enlouqueceu o público presente na Sapucaí."

Na hora da apuração, entretanto, uma surpresa: com apenas 238 dos 270 pontos possíveis, a Unidos da Tijuca acabou em 13º e penúltimo lugar, somente à frente da Porto da Pedra. Ambas foram rebaixadas para o Grupo A, equivalente à segunda divisão. O título acabou dividido entre a Mangueira e a Beija-Flor, que obtiveram a pontuação máxima.

Os torcedores do Vasco não se conformaram com o resultado. A cobertura da mídia, que tentou associar a campeã Mangueira ao clube arqui-rival, irritou ainda mais os cruzmaltinos. Eurico Miranda, ao criticar o resultado, não livrou a cara nem da Verde-e-rosa: "é um esquema absolutamente corrompido. Se eu fosse dirigente de carnaval, não iam fazer o que fizeram. Foi o voto da dor de cotovelo que cometeu essa injustiça a Unidos da Tijuca. O voto de quem ainda não engoliu a conquista do Campeonato Brasileiro do ano passado. O Vasco fez a festa para os seus 30 milhões de torcedores. O resto que se dane. Todo mundo sabia que a Mangueira ia ganhar", declarou o dirigente ao Jornal do Brasil.

Anos depois, em declaração à imprensa, o presidente Fernando Horta, que ainda hoje está à frente da Unidos da Tijuca e sonha um dia presidir o Vasco, levantou a hipótese do resultado do desfile daquele ano ter sido influenciado por questões políticas: "teve aquela derrubada em 1998, que foi uma derrubada mandada. Mas eu não tinha a vivência que tenho hoje no Carnaval. O enredo ("De Gama a Vasco - A epopéia da Tijuca"), daquele ano, era muito bom. Desde que eu estou na Unidos da Tijuca, foi um dos melhores desfiles que a escola fez. Em matéria de luxo, de fantasia, de empolgação. A escola desceu por um lance político, por causa do Eurico (Miranda, presidente do Vasco). A pessoa que dirigia a Liga naquela época (Djalma Arruda, então presidente da Liesa, falecido em 19/08/1998, aos 64 anos, devido a um infarto) a Unidos da Tijuca. Julgaram o Eurico e o Vasco da Gama. Naquela época, a escola não tinha a mídia que tem hoje, e o Ibope, na quarta-feira de Cinzas, apontava a Tijuca como a possível campeã do Carnaval."

Fernando Horta se equivoca num ponto: a pesquisa do Ibope apontou, na verdade, como favoritas do público, a Viradouro em primeiro, a Mangueira em segundo e, empatadas em terceiro, Grande Rio e Mocidade. Na apuração oficial, a Viradouro terminou em quinto lugar, a Mangueira em primeiro, a Grande Rio em oitavo e a Mocidade em sexto.

O tempo, entretanto, compensou as duas agremiações. O Vasco conquistou, só naquele ano de 1998, a Taça Guanabara, a Taça Rio, o Campeonato Estadual e a Taça Libertadores da América no futebol; o Campeonato Sul-Americano de basquete (primeira conquista internacional do basquete carioca); e o Campeonato Estadual de remo, garantindo o título simbólico de "Campeão de Terra e Mar". Já a Unidos da Tijuca voltou à elite em grande estilo, vencendo o Grupo A do Carnaval de 1999 com nota dez em todos os quesitos. Em 2000, emplacou sua primeira participação no Desfile das Campeãs, feito que vem repetindo anualmente desde 2004. Além de todas essas conquistas, nasceu entre o Vasco e a Unidos da Tijuca uma relação de amizade que dura até hoje.

Quanto ao samba-enredo "De Gama a Vasco A Epopéia da Tijuca", composto por Adalto Magalha, Serginho do Porto, Márcio Paiva e Adilson Gavião, ele ganhou as arquibancadas vascaínas de imediato e virou uma espécie de trilha sonora da esplendorosa fase vivida pelo clube entre 1998 e 2001. Hoje,  o samba enredo da Unidos da Tijuca continua sendo cantado semanalmente em qualquer estádio em que o Vasco jogue, não sendo exagero especular que daqui a 50 anos ele se iguale em popularidade ao "Vamos todos cantar de coração", que, afinal, foi uma machinha de Carnaval composta por Lamartine Babo nos anos 40...




Unidos da Tijuca 1998 - Comissão de Frente


  Unidos da Tijuca 1998


Carro Abre Alas - Unidos da Tijuca


Mestre-sala e porta-bandeira


Atletas do Vasco da Gama


Edmundo




Eurico Miranda


Unidos da Tijuca 1998


Alegoria Unidos da Tijuca


Alegoria Unidos da Tijuca


Fábia Borges - Rainha de Bateria


Rainha de Bateria Unidos da Tijuca

quarta-feira, 8 de junho de 2011

DONA IVONE LARA BENEMÉRITA DO RIO DE JANEIRO

Dona Ivone Lara e Clarissa Garotinho

A Dama do Samba, Dona Ivone Lara recebeu o Título de Benemérita do Estado do Rio de Janeiro, nesta quarta-feira, na Alerj. A homenagem foi uma iniciativa da deputada Clarissa Garotinho.

Nelson Sargento, Teresa Cristina, Maurício Carrilho e Nilze Carvalho, importantes nomes do mundo do samba, participaram do evento prestando homenagem à Dona Ivone. As canções "Acreditar" e "Sonho Meu" foram entoadas por eles e pela prórpria Dama do Samba, autora das composições.

A bateria do Império Serrano também se apresentou no evento, ao lado das baianas e do casal de mestre-sala e porta-bandeira. Aos 90 anos de idade, Dona Ivone Lara ainda acompanhou o ritmo de "Cinco bailes da história do Rio", que foi op primeiro samba que ela compôs.

A deputada Clarissa Garotinho disse que a "história de Dona Ivone se confunde com a história do samba" e disse que aquele momento ficaria registrado em sua memória.

Representantes da União da Ilha, Unidos da Tijuca e da Vila Isabel também marcaram presença no evento.

Vale lembrar que Dona Ivone Lara será o tema de enredo do Império Serrano para o carnaval de 2012, no grupo de acesso.

Axé!

RAYMONDH JÚNIOR
twitter - raymondhjunior


UNIDOS DO VIRADOURO E NELSON RODRIGUES

A Viradouro bateu o martelo e definiu o tema do enredo para o próximo Carnaval. A escola vai levar para a avenida a vida de Nelson Rodrigues.

O tema foi decidido durante uma reunião, na tarde esta quarta-feira, com a presença de integrantes da escola, inclusive do carnavalesco Alexandre Louzada, que vai contribuir com o desenvolvimento do enredo. 

Unidos do Viradouro 2011

Alexandre declarou: "não tem título ainda. Eu tenho um na cabeça, mas ainda vai passar por aprovação. Mas foi batido o martelo. Em 2012 a Viradouro vai falar sobre o universo de Nelson Rodrigues", revelou.

O carnavalesco adiantou que um dos focos será o filme, que será lançado em 2012, sobre o centenário de Nelson Rodrigues, além de outros detalhes que serão divulgados futuramente.
"É um tema muito complexo. Já foi enredo da Unidos da Tijuca, muito bem feito por sinal. Então a gente tem que dar a nossa cara, a nossa versão", disse.

Vamos aguardar...

RAYMONDH JÚNIOR
twitter - raymondhjunior

terça-feira, 7 de junho de 2011

SINOPSE DO IMPÉRIO DA TIJUCA


Império da Tijuca 2012

ENREDO: UTOPIAS –  VIAGEM AOS CONFINS DA IMAGINAÇÃO
O Grêmio Recreativo Escola de Samba Educativa Império da Tijuca é a única escola que traz em seu nome a preocupação com a educação. E é isso que nossa escola tem feito em suas atividades e desfiles desde sua fundação.

Dando continuidade à sua função de transmitir conhecimento, após apresentar, em 2011, um enredo de cunho cultural que mostrava as formas de celebração do Carnaval pelo mundo, este ano nossa escola traz para a Passarela do Samba um enredo intrigante e inusitado, mas também com propriedades notadamente culturais. Com o enredo Utopias – Viagem aos confins da imaginação, faremos uma incursão nos mais extraordinários e mirabolantes lugares imaginados pela mente humana.

Vamos mergulhar em admiráveis mundos antigos e novos, em sociedades com feições e estruturas singulares, nos embrenhar na espantosa natureza de cada civilização criada pela ilimitada e desvairada imaginação do homem através do tempo. Vamos cantar outras terras, demarcadas pela beleza e anormalidade, mas coalhadas por muita gente interessante que contracena com personagens insólitos e apaixonantes.

Lugares utópicos deslumbrantes onde o tempo e o espaço desafiam a lógica para constituir reinos, províncias, regiões, povoados, cidades, países, mundos redimensionados, ambíguos e acolhedores, frutos do delírio de quem os concebeu.

Ao reconstruirmos esses locais fantasiosos, onde tudo é possível e o improvável acontece, pretendemos provocar o público, fazendo com que todos se sintam potenciais visitantes de outras dimensões, na tentativa de decifrar os enigmas da composição social dessas misteriosas terras lendárias.

Incitados a procurar, a examinar o que lhes chegam aos olhos, os foliões serão convidados, a todo instante, a achar respostas para indagações sobre a própria sociedade em que vivem. Estaremos, assim, instigando o imaginário coletivo, reforçando a dúvida do que seria o ideal de uma sociedade humana, contrapondo à representação de outras sociedades com características únicas.

Para isso, passarão pelo desfile do Império da Tijuca reinos encantados como Seráfia, Agartha e Lórien. Logradouros fabulosos, férteis terrenos da imaginação, universos descritos pela fantasia em Foxville, Cocanha e Calonack. Ilhas construídas e habitadas por personagens e acontecimentos maravilhosos como Utopia, Avalon, Kradac, Cantahar e Benzalém.

Vamos fazer uma viagem muito louca pelos mais diversificados e estranhos territórios imaginados por Garcia Marquez: Macondo; por Érico Veríssimo: Antares; por Manuel Bandeira: Pasárgada, e tantos outros criadores de utópicos reinos encantados.
Nessa expedição, teremos a emoção como bússola a nos guiar pelos recantos altaneiros banhados de alegria em Pirandria, de fulgor e cores em Celesteville, de extravagâncias e dos arroubos em Sabá.

São tantos os lugares projetados no futuro e no passado, os sentimentos tencionados, os desejos renovados quando se tratam de ambientes utópicos. Invenções? Sonhos? Devaneios? Alucinações? Ilusões? Isso pouco importa, pois o Carnaval também se baseia em conceitos utópicos, muitas vezes, criando enredos, inventando e dando vida a personagens, produtos da imaginação das sociedades, delas muito revelando.

Assim, com esse espírito de fantasiar e delirar ao extremo, o Império da Tijuca ganha a Sapucaí em 2012, para revelar mundos distantes criados a partir  de ideias utópicas difundidas ao longo dos séculos, alimentando o místico imaginário popular.

Senhores foliões, pedimos que deixem agora somente a fantasia dominar suas mentes. Anunciamos, neste momento, a última chamada para darmos início a nossa fabulosa viagem carnavalesca aos confins da imaginação! E convidamos a todos os presentes a embarcar nessa fascinante jornada por lugares incríveis, para participar dessa vibrante aventura, desbravando paisagens exóticas e diferentes e conhecer personagens fantásticos que povoam o pensamento da humanidade.


Severo Luzardo Filho e Julio Cesar Farias

SINOPSE DA CAPRICHOSOS DE PILARES

Divulgada a sinopse do enredo "A Caprichosos faz o seu papel... “Levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima!” Para defender seu carnaval em 2012 a escola promete muitas novidades, vale lembrar que em 2011 a Caprichosos foi rebaixada do grupo de acesso, e desfilará na terça-feira de carnaval.

Sonhar é preciso

O Homem é movido a sonhos, e os sonhos alimentam as nossas perspectivas de dias melhores; eles podem nos transportar a qualquer tempo e lugar, podemos viver num paraíso, em perfeita harmonia com a natureza, com direito a arco-íris, flores e pássaros a cantar... Enfim, trazendo à tona nossos desejos mais íntimos.

Sonhar é não limitar-se a limites sejam eles quais forem. Devemos sonhar com o que queremos, buscarmos ser o que quisermos... A vida é boa, porém curta e nela temos muitas surpresas, boas, ruins, inesperadas... Por isso temos que fazer o nosso papel: rir, pular, dançar, cantar, brincar sem medo de viver intensamente e ser feliz! Pois só assim nos fortificamos para podermos enfrentar os pesadelos que surgem no nosso dia-a-dia.

A todo o momento devemos sonhar, traçar novas metas, querer o “melhor do melhor,” e com nosso coração azul e branco e muita garra, despertar o gigante que está adormecido há algum tempo.

Que bom! Nosso gigante está despertando, e seus sonhos não foram dos melhores. É hora de levantar, tomar um banho, lavar a alma e limpar todas as impurezas entranhadas no seu corpo. E assim trazer de volta para os seus braços antigos amores. Pois em sua memória ele guarda muitos momentos de glória de uma comunidade que tem orgulho de bater no peito e dizer: “Sou Caprichosos”...

Momentos de glória

Esse povo apaixonado faz parte de uma bela história construída com suor e muito amor, que começou em 19 de fevereiro de 1949, quando no subúrbio carioca nascia a Caprichosos de Pilares, sob os olhares de bambas e sobre um manto “vermelho e branco”.

Pouco tempo depois foi batizada, e suas cores foram alteradas para azul e branco em homenagem à sua ilustre madrinha: A Portela.

Nossa escola foi crescendo e ganhando o mundo, revelando talentos e mostrando sua arte pelas mãos de grandes artistas que tanto contribuíram para nossos momentos de glória. Carnavalescos, serralheiros, marceneiros, escultores, pintores, aderecistas e tantos outros profissionais responsáveis em realizar nossos memoráveis desfiles.

O veneno de nossas cobras sempre esteve presente em tantos belos enredos inesquecíveis trazendo sátiras, críticas e bom humor. Criando assim uma identidade própria de uma escola alegre e que se identifica muito com o povo carioca.

Tendo uma visão debochada do mundo em que vivemos, sempre mostrou com muita propriedade uma forma diferente de fazer carnaval, tratando muitas vezes, de assuntos sérios com irreverência, mas mostrando com muita responsabilidade a força que tem uma comunidade dedicada, orgulhosa e sempre pronta para encarar as dificuldades que aparecem em nossos caminhos.

... E vamos à luta.

Então agora é tempo de renovação e superação, pois assim como a Fenix (pássaro mitológico que ressurgia das cinzas) não nos abalamos com maus momentos do passado, porque sabemos que está renascendo uma “Nova Caprichosos” muito mais forte para superar novos desafios e alçar vôos muito mais altos.

Com muita determinação vamos transformar todos os nossos sonhos em realidade. Somos guerreiros e apaixonados, já erguemos a cabeça, chutamos a tristeza e partimos para a luta.

Nossa evolução vem da persistência e determinação; pois quando entramos na avenida nosso coração bate forte no compasso da bateria, e dessa vez não será diferente, a emoção e a paixão serão o nosso combustível para que possamos levar a nossa escola ao lugar de onde nunca deveria ter saído.

Vamos levantar nossa bandeira, pois muitos outros grandes momentos nos esperam; unidos juntaremos nossas forças, por que sabemos que fazemos parte de uma história escrita pelas mãos e “pés” de um povo que “com garra, com raça e amor” veste a fantasia que nos leva a esse mundo encantado onde nos tornamos os personagens mais importantes do maior e mais emocionante espetáculo do planeta terra.

"Tudo o que um sonho precisa para ser realizado é alguém que acredite que ele possa ser realizado."

Enredo: Amauri Santos

segunda-feira, 6 de junho de 2011

JAMELÃO, A VOZ DA SAPUCAÍ

Mangueira 2007

José Bispo Clementino dos Santos, mais conhecido como Jamelão (Rio de Janeiro, 12 de maio de 1913 – Rio de Janeiro, 14 de junho de 2008),  cantor brasileiro, tradicional intérprete dos sambas enredo da Estação Primeira de Mangueira.

Nasceu no bairro de São Cristóvão e passou a maior parte da juventude no Engenho Novo, para onde se mudou com seus pais. Lá, começou a trabalhar, para ajudar no sustento da família - seu pai havia se separado de sua mãe. Levado por um amigo músico, conheceu a Estação Primeira de Mangueira e se apaixonou pela escola de samba.
Jamelão
Ganhou o apelido de Jamelão na época em que se apresentava em gafieiras da capital fluminense. Começou ainda jovem, tocando tamborim na bateria da Mangueira e depois se tornou um dos principais intérpretes da escola - ops, o maior e todos!
Carnaval de 1960
Jamelão 1980

Passou para o cavaquinho e depois conseguiu trabalhos no rádio e em boates. Foi "corista" do cantor Francisco Alves e, numa noite, assumiu o lugar dele para cantar uma música de Herivelton Martins.

A consagração veio como cantor de samba. Sua primeira gravadora foi a Odeon. Depois, trabalhou para a Companhia Brasileira de Discos, Philips e mais tarde para a Continental, onde gravou a maioria de seus álbuns, para a RGE e depois para a Som Livre. Entre seus sucessos, estão "Fechei a Porta" (Sebastião Motta/ Ferreira dos Santos), "Leviana" (Zé Kéti), "Folha Morta" (Ary Barroso), "Não Põe a Mão" (P.S. Mutt/ A. Canegal/ B. Moreira), "Matriz ou Filial" (Lúcio Cardim), "Exaltação à Mangueira" (Enéas Brites/ Aluisio da Costa), "Eu Agora Sou Feliz" (com Mestre Gato), "O Samba É Bom Assim" (Norival Reis/ Helio Nascimento) e "Quem Samba Fica" (com Tião Motorista).

De 1949 até 2006, Jamelão foi intérprete de samba-enredo na Mangueira, sendo voz principal a partir de 1952, quando sucedeu Xangô da Mangueira. Campeão pela verde e rosa, Jamelão se consagrou como a voz da Mangueira, o mais respeitado e popular dos intérpretes.  Em janeiro de 2001, recebeu a medalha da Ordem do Mérito Cultural, entregue pelo então Presidente da República Fernando Henrique Cardoso.
Jamelão da Mangueira
Jamelão
Fernando Henrique Cardoso e Jamelão

Diabéticoe hipertenso, Jamelão teve problemas pulmonares e, desde 2006, sofreu dois avc. Afastado da Mangueira, declarou em entrevista: "Não sei quando volto, mas não estou triste."

Morreu às 4hs do dia 14 de junho de 2008, aos 95 anos, na Casa de Saúde Pinheiro Machado, em sua cidade natal, por  falência múltipla dos órgãos. O enterro foi no Cemitério São Francisco Xavier, no bairro do Caju, no Rio de Janeiro.
Despedida de Jamelão

Curiosidades ...
  • Jamelão era torcedor do Clube de Regatas Vasco da Gama.
  • Ele se irritava ao ser chamado de "puxador" ao invés de intérprete, pois conforme ele falava em várias entrevistas, "puxador é quem puxa carro ou quem puxa fumo".
  • No dia do enterro, um carro do corpo de Bombeiros levou o caixão em cortejo fúnebre pela cidade, passando pela Marquês de Sapucaí.


SALVE O NOSSO ETERNO MESTRE JAMELÃO!
Jamelão, Beth Carvalho e Hugo Chávez

Jamelão  A Voz do Samba

Jamelão no Palácio do Samba

Jamelão no Canecão

Mestre Jamela

Jamelão 2006

Jamelão

Jamelão da Mangueira
Axé Meu Velho!


RAYMONDH JÚNIOR
twitter - raymondhjunior