quinta-feira, 18 de abril de 2013

A duradoura crise da Portela

Foto: André Mourão / Agência O Dia
Portela

Falar sobre o passado da Portela é não terminar esse assunto hoje. Se a letra do samba “Passado da Portela”, de Monarco, tomada aqui como paráfrase, evoca a glória da cultura popular carioca, seus grandes nomes, seus grandes desfiles, sua contribuição à cultura do samba, hoje soa como lamento de uma agremiação que vive à espera do futuro, enquanto se digladia no presente à medida que perde prestígio e competitividade
no carnaval carioca.

(É preciso, à guisa de evitar mal-entendidos, fazer a sempre necessária distinção entre samba como gênero musical e escola de samba: embora ambos estejam estética e historicamente interligados, cada qual tem uma lógica própria, e parecem distanciar-se tanto quanto as escolas, preocupadas com a lógica da competição e do espetáculo, tratam o samba como um elemento a mais na preparação para o desfile.
Essa autonomia resultou no enfraquecimento da ala dos compositores das escolas e no desinteresse, por parte delas, a outras formas de samba que não o samba-enredo; e criou uma geração de jovens interessados em cantar e compor samba, mas totalmente desvinculados do universo das escolas de samba – geração de que a Lapa é o melhor exemplo).
A Portela que vive do passado é a Portela que detém o maior número de títulos do carnaval carioca. Não a Portela que viu brotar, de seu terreiro, grandes nomes da música brasileira: esta possui capital cultural de nove décadas para continuar a inspirar novos e veteranos, e não é à toa que um deles tente unir as duas “Portelas”, candidatando-se às eleições marcadas para fim de maio.
Muitas crises atravessam a história da Portela. Remontam aos anos 70 e 80, quando o carnaval se transformava e a Portela, pelo peso de sua história e importância, não via as transformações com bons olhos, o que acabou por gerar disputa entre seus membros mais ilustres e a direção, desejosa por abrir a escola aos ares novidadeiros.
A cisão, além de afastá-los da agremiação, fez surgir duas escolas de samba – o Grêmio Recreativo de Arte Negra e Escola de Samba Quilombo dos Palmares, na década de 70, capitaneada por Candeia; e a Tradição, em meados dos anos 80, criada e até hoje presidida por Nésio Nascimento, filho do icônico Natal da Portela.
Porém as razões da crise são datadas. Nenhum portelense duvida de que a escola precisa modernizar-se. Se hoje há grande insatisfação com a atual administração, é exatamente porque se sabe que a escola está aquém das rivais, não lhes provoca temor, não as emula. Ao que se acrescenta a péssima gestão: falta de transparência, atrasos que se repetem a cada ano, denúncias de irregularidades financeiras, declarações absurdas que ofendem a inteligência alheia.
Tia Dodô e Monarco foram ovacionados pelo público na feijoada | Foto: Reprodução Internet
Monarco e Tia Dodô
Monarco e Tia Dodô lutam para ver a Portela voltar a ser vitoriosa na Sapucaí | Foto: Site Portelaweb
O carnaval carioca é cíclico. Há momentos de ascensão e declínio de agremiações. O declínio da Portela está duradouro (prefiro usar o verbo “estar”, que indica estado transitório, ao verbo “ser”). A Quilombo já não desfila, embora permaneça com atividades sociais e culturais; e a Tradição, que buscava resgatar os valores que a Portela perdera (tanto que, no início, chamava-se “Portela Tradição”), que em seus primeiros carnavais desfilava com enredos culturais e com sambas antológicos compostos por João Nogueira e Paulo César Pinheiro – essa Tradição, por irônico que pareça, é coisa do passado: a escola, no Grupo de Acesso, vive de reedições de sambas antigos dela própria, da Portela e de outras escolas.
Quando, em 2004, Nilo Figueiredo destronou Carlinhos Maracanã, o momento foi considerado o início da redenção da Portela. Não foi: bem ao contrário, acabou por dividi-la ainda mais. Novamente a escola vai às urnas. Que seja o momento de promover o reencontro do passado com o presente - e começar a construir o futuro.

Por Bruno Filippo

Caprichosos de Pilares levará a 'Lapa' para a Sapucaí em 2014 - enredo definido


Diversos segmentos da escola marcaram presença no evento | Foto: Érica Duarte / Divulgação
Caprichosos de Pilares
Iniciando os trabalhos para o Carnaval de 2014, a Caprichosos de Pilares já definiu seu enredo. Em evento realizado na noite desta segunda-feira, no bar Carioca da Gema, a Azul e Branco reuniu diversos jornalistas e convidados para anunciar seu tema para o próximo desfile: a Lapa.

Reduto da boemia carioca, o local será retratado no próximo desfile da escola de Pilares, sob o comando do carnavalesco Amaury Santos. O objetivo inicial é que a agremiação retrate toda a história da Lapa, desde os primórdios até os acontecimentos dos dias de hoje. Ainda no evento, a diretoria da escola apresentou os diretores de carnaval Junior Escafura e Alex Fab, os diretores de harmonia André Marins e Marcos Mendes, o responsável pela comissão de frente Hélio Bejani e o primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira Diego e Jackeline.

No auge da festa, o intérprete Thiago Brito fez sua reestreia pela escola de Pilares, cantando o samba exaltação da agremiação acompanhado por todos os presentes. No dia 23 de abril, a Caprichosos realizará a feijoada de São Jorge e apresentará o título oficial, o logotipo e a sinopse do enredo para o Carnaval de 2014.


Imperatriz Leopoldinense não renova com Dominguinhos e Wander Pires será o interprete oficial da escola para 2014

Zico posa ao lado de Rafaela Theodoro e Phellipe Lemos | Foto: Divulgação
Zico

Escola de Ramos lançará enredo no dia 28 com festa na quadra e a presença de Zico

Wander Pires será o intérprete oficial da Imperatriz no Carnaval 2014. Em nota divulgada pela assessoria de imprensa, nesta terça-feira, a diretoria confirmou que Wander estará sozinho à frente do carro de som. O veterano Dominguinhos do Estácio, conforme já era previsto, não teve seu contrato renovado.
Zico na quadra no dia 28
A verde e branco de Ramos se prepara agora para festa de lançamento do enredo, que acontecerá no dia 28, a partir das 19h, na quadra. Grande homenageado no desfile, Zico estará presente para delírio da comunidade. No fim do evento, o grupo Revelação fará uma apresentação especial na quadra. Os ingressos antecipados estão sendo vendidos a R$ 30. Camarotes e frisas podem ser comprados na quadra. Informações: 2560-8037.

Sotério, vice de Ivo Meirelles, retira candidatura na Mangueira

Logotipo da chapa de José Sotério (D). Eleição será no dia 28 | Foto: Divulgação
Eleição

Vice de Ivo Meirelles retira candidatura. Eleição na verde e rosa será no dia 28 de abril

  José Sotério dos Santos anunciou, nesta quarta-feira, que desistiu de disputar a presidência da Mangueira. Vice-presidente na gestão de Ivo Meirelles, Sotério, que foi o último a confirmar chapa, informou que retirou sua candidatura e não deu maiores detalhes.
"Resolvemos retirar a nossa candidatura por questões particulares. Em breve eu vou explicar mais detalhadamente, mas não vamos participar mais. Ainda não sabemos se vamos apoiar alguma outra chapa. Ainda vamos nos reunir para decidir", disse Sotério em entrevista ao site Carnavalesco.

Votação será no dia 28
Após longa batalha judicial que durou um ano, a eleição na verde e rosa vai escolher o novo presidente, vice e 40 membros do conselho deliberativo e fiscal para o triênio 2013-2016.
A votação acontecerá entre 9h e 15h, no dia 28 de abril, data do aniversário de 85 anos da Estação Primeira. Com a desistência de Sotério, disputarão o pleito Raymundo de Castro, Chiquinho da Mangueira e Percival Pires.  

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Clóvis Pê é a nova voz do Império Serrano


Chegou ao fim a novela do Império Serrano na busca por um novo intérprete e Clovis Pê é a nova voz da escola da Serrinha. Após se desligar definitivamente da Mocidade Alegre, de São Paulo, e não continuar com o vínculo na Grande Rio, onde desfilou na equipe de apoio de Emerson Dias, o cantor acertou seu retorno ao posto oficial no Carnaval do Rio.

Após alguns dias de negociação, Clovis firmou a parceria e se mostrou bastante animado com o objetivo de ajudar a escola a voltar para o Grupo Especial, ressaltando a força da comunidade como uma das grandes aliadas para a realização de mais um grande Carnaval da agremiação Verde e Branca.

Clovis Pê é o novo intérprete do Império Serrano | Foto: Divulgação
Clóvis Pê

Com o acerto, a diretoria da escola deixou para trás a espera por Wantuir, que chegou a ser considerado contratação quase certa pelo presidente Atila Gomes, há cerca de um mês. Confira a entrevista com Clovis Pê:

DIA na Folia: Como é estar voltando ao posto de intérprete principal no Rio?

Clovis Pê: Uma grande alegria. A felicidade se completa por estar retornando ao Rio em uma escola totalmente apaixonante, de uma fantástica tradição, de baluartes renomados e uma comunidade totalmente apaixonada.

Algum motivo especial te levou ao Império? Chegou a receber outras propostas?

Existiram sim (outras propostas), achei bacana isso. Mas não foi um motivo, foram todos. O Império Serrano é uma escola de tradição, tem uma comunidade ímpar, guerreira e incansável. É uma escola com uma grande vontade de reviver carnavais gloriosos e isso faz a diferença.

Qual a expectativa para a temporada na nova escola?

Quero ter um trabalho participativo com a comunidade, resgatar a autoestima que já existe neste pavilhão e que é espetacular.
 É uma escola muito envolvente, cheguei a me arrepiar quando fechamos a parceria.


Clovis está de volta ao cargo de intérprete oficial do Rio | Foto: Divulgação
Clovis está de volta ao cargo de intérprete oficial no Carnaval do Rio | Foto: Divulgação
Como será a nova equipe?

No momento vou manter todo o elenco, no meio do percurso terei autonomia para fazer mudanças e tudo em prol do Império Serrano que, com certeza, é a maior estrela do espetáculo. O que for bom para a escola também será bom para mim.

Algum samba do Império te fascina de uma forma mais intensa que os demais?

O Império Serrano tem sambas antológicos, fascinantes, tem sambas que correm o mundo. Fica até difícil de escolher um. O que realmente marca o carnaval é o “Aquarela Brasileira”.

Qual é o primeiro recado que pode deixar para o torcedor imperiano?

Que podem ter a certeza que esta comunidade não terá só um cantor e sim um guerreiro em busca de um grande desfile, para que possamos colocar o Império Serrano novamente no grupo de elite do Carnaval carioca.

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Rainha de bateria do Morro de Mangueira para a Estação Primeira!

Mangueira

Chiquinho da Mangueira: "No dia 25, na convenção final da Chapa 'Muda Mangueira De Novo' rumo à vitória, apresentaremos o nome da nossa rainha de bateria, rainha do Morro da Mangueira, da nossa comunidade. A Mangueira a escola de samba mais tradicional do carnaval carioca vai voltar a ter uma rainha da comunidade, uma rainha com sangue verde e rosa!"

Uma rainha com sangue e rosa, uma escola verde e rosa de verdade! É louvável a decisão do candidato Chiquinho da Mangueira, em trazer de volta uma de nossas maiores tradições, perdidas ao passar do tempo, rainha da comunidade, alguém do samba, do Morro de Mangueira, que tenha a nossa identidade, e que não venha apenas pelo poder financeiro. Confesso, me causa um pouco de inveja branca, no bom sentido, ver uma rainha como Raíssa, que mora em Nilópolis, uma rainha que é da comunidade, e sabe representar muito bem a sua gente.

Não quero de forma alguma desprestigiar nossas últimas rainhas, tiveram de certa forma, seu papel cumprido, saudações a Preta Gil, Renata Santos (grande rainha!) e Gracyane Barbosa, mas nossa Mangueira vai ter que viver nos próximos anos um momento de total resgate de suas tradições de seu potencial mais aguçado de vencer, vencer e vencer. Não temos tempo a perder.

Embora alguns defendam que rainha de bateria é algo dispensável, não consigo defender esta tese. A rainha abrilhanta nosso desfile, faz nossa bateria, coração da escola, bater mais forte. É bom demais ver uma rainha com samba no pé, gingado e beleza, e modestia à parte, o Morro de Mangueira é lugar de muita mulher bonita e do samba.

A mudança vai começar!  Vamos Mangueira, Essa É A Hora!

Renascer de Jacarepaguá apresenta seu novo time para 2014

Renascer de Jacarepaguá

Após divulgar o desligamento de alguns de seus maiores nomes dentro da equipe, a Renascer de Jacarepaguá já possui os substitutos. Em reunião realizada na última segunda-feira, a escola acertou a contratação do diretor de Carnaval Marcelo Varanda, do carnavalesco Marcus Ferreira e dos intérpretes Diego Nicolau e Evandro Malandro.


Recém-chegado, Marcelo conversou por muito tempo com todos e mostrou-se muito animado com a receptividade da escola. Complementou que eles são o dia-a-dia da agremiação, e refletem ao componente o que eles serão na avenida.

“A estrela que tem que brilhar aqui é o pavilhão. Ninguém será mais estrela que a escola. Faremos um trabalho com seriedade, levando alegria. Vamos brincar de fazer carnaval”, declarou Marcelo.

O diretor de carnaval, no seu primeiro contato com a harmonia, indicou algumas mudanças. Ele extinguiu o cargo de diretoria de ala e vai dividir sua equipe em harmonia e evolução, que serão coordenados por Chelinho e Greg. Marcelo afirmou também que até o fim desta semana vai fechar com o coreógrafo da comissão de frente, em seguida apresentou o novo carnavalesco, o designer gráfico Marcus Ferreira, que aos 28 anos já tem uma experiência de 13 anos de carnaval. O designer, que está se formando também em arquitetura, já vinha namorando a escola desde o ano passado, e esse ano vem para mudar um pouco o espírito da escola.



Marcus disse ainda para os segmentos “vou focar nos acertos, teremos um enredo muito forte. Venho com força, com garra e muito feliz por fazer um tema autoral". O carnavalesco vem com a proposta de fazer um carnaval respeitando as cores da escola, tendo essa identidade com as cores quentes.


Na manhã desta quarta-feira, a dupla de intérpretes que dividirá o carro de som da vermelho e branco da zono oeste estiveram na quadra com a Vice-presidente Tatiana Melo e diretor de carnaval Marcelo varanda para fechar o acerto. Diego Nicolau, que estava a três anos na Viradouro pisou pela primeira vez na quadra da Renascer nesta quarta e não continha o entusiasmo.

"De Jacarepaguá para o mundo, brilha Renascer! A expectativa é grande, a Renascer tem estrutura de escola do especial e cantar para uma comunidade que antes tinha como intérprete o Rogerinho é uma grande responsabilidade", declarou Diego.

O outro intérprete contratado foi Evandro Malandro que no carnaval de 2013 defendeu como intérprete oficial a escola Imperador do Ipiranga de São Paulo. Evandro começou sua carreira no apoio do carro de som da Renascer em 2010 e disse que o ambiente é muito bom.

"Tenho vários amigos na bateria, agora é só trabalhar. Hahaha!!! Que Beleza! Que beleza! Vem chegando a Renascer", disse Evandro, indicando seu grito de guerra para avenida. A dupla estuda a possibilidade de criar um samba exaltação que não fuja as raízes da agremiação.


quarta-feira, 10 de abril de 2013

Tia Surica nega apoio à chapa de Nilo Figueiredo e afirma:"Sou Portela de Verdade"


Tia Surica será a Presidenta Dilma Rousseff, no desfile da Portela | Foto: Estefan Radovicz / Agência O Dia
Tia Surica


Em participação no programa Vai dar Samba, na última quarta-feira, Tia Surica se pronunciou sobre seu apoio oficial à uma chapa concorrente nas eleições da Portela. Após marcar presença no evento do lançamento da chapa da atual gestão da escola, Surica garantiu que não sabia do real motivo do evento realizado no último domingo e afirmou que está na torcida pela vitória da chapa de oposição.
"Eu fui convidada para um almoço na quadra da minha escola e aceitei o convite. Não sabia que era lançamento de chapa. Quando me chamaram para subir no palco, não me disseram que era pra ser fotografada apoiando chapa nenhuma. Botaram minha foto na internet e disseram que eu estou apoiando. Eu nunca disse isso. Até agora, tinha declarado que estava neutra na eleição, que sou Portela. Mas depois que fizeram isso, me disseram que o pessoal começou a me criticar no Facebook. Tentaram denegrir a minha imagem. Fiquei muito chateada, porque não autorizei. Ficou um clima ruim na Velha Guarda. Então, agora estou declarando que sou Portela Verdade", afirmou a pastora da Velha Guarda Show.

A chapa Portela Verdade tem como presidente Serginho Procópio, como vice, Marcos Falcon, e como presidente de honra Monarco, líder da Velha Guarda da escola de Oswaldo Cruz e Madureira.


Muda Mangueira De Novo

Mangueira

Em muitos períodos da Mangueira, a Velha Guarda, os mangueirenses ditos tradicionais, aqueles que estão na escola há décadas de anos, que vêm dando ao longo do tempo sua contribuição, têm sido afastados, deixados no esquecimento e muitas vezes até maltratados. Na eleição de Elmo, sua diretoria foi eleita com os lemas de união e valorização do passado e, claro, olhos no presente e no futuro.

Elmo é um sambista, filho de sambista, ritmista, filho de ritmista, líder, filho de líder. Desde cedo montou um conjunto - o Juventude Samba Só - comandado por ele - o Rato do Tamborim, seu apelido artístico - que fez grandes inovações em suas apresentações e sempre foi considerado um dos melhores. A capacidade de liderança foi um dos principais fatores de sua escolha para concorrer à presidência da Mangueira.

Quando foi lançada a candidatura do Elmo, muita gente, como nos dias de hoje, andava afastada da Mangueira - gente importante! Não concordavam com muita coisa que se andava fazendo e, nesses casos, eles preferiram se afastar, bem como em nossos dias.

Na época a chapa liderada por Elmo, tinha por nome "Muda Mangueira!", nomes do porte de Dona Neuma, Delegado, Xangô, Jamelão, Mocinha, Tantinho, Xará, Cobra, Luciano, Nozinho, Hélio Turco, Chininha, Nilton, Melão, a família do Pelado, China Floripes, Roberto Paulino, enfim, toda a turma da pesada da verde e rosa estava em torno de um projeto urgente para resgatar a Velha Manga de uma situação difícil, gente do samba, gente de caráter, aderiram à chapa de oposição.

Aquele de fato, era o caminho correto para a Estação Primeira voltar as suas glórias, para resgatar a auto estima do mangueirense cansado de sofrer. 

A chapa "Muda Mangueira" ganhou fácil, a eleição de Elmo foi uma beleza, com direito a carros de som, propaganda, camisetas, o diabo. Elmo ganhou com mais de  65% dos votos.

E, a partir daí, a Mangueira começou a mudar mesmo.

Este mesmo grupo de gente mangueirense de verdade, mais uma vez grita para o mundo inteiro ouvir: "Muda Mangueira De Nova!", é um projeto, uma ideia, uma vontade, uma luta, para que nossos dias mais gloriosos voltem ao Palácio do Samba. Queremos sim uma escola com uma quadra decente, um carnavalesco de verdade, capaz de conquistar não apenas arquibancadas, mas notas expressivas e coerentes com a história da "mais querida do planeta", e para isto, nada que signifique a continuidade vai fazer diferença. Talvez, o presidente Ivo Meirelles tenha conquistado algo de bom para a agremiação de nossos corações, mas chegou a hora de sair da fantasia, do conto de fadas, e partir para a vitória. A Mangueira é gigante, grande demais  para continuar sofrendo deste jeito, afinal de contas, esta nação merece voltar a sorrir.

Vamos Mangueira, Essa É A Hora!

terça-feira, 9 de abril de 2013

Rosa Magalhães na Mangueira?

Mangueira

Pois é, há rumores de que importantes personagens que compõem a chapa "Muda Mangueira De Novo", liderada por Chiquinho da Mangueira, anda conversando com a premiada carnavalesca Rosa Magalhães.

O sonho, empatado nos últimos quatro anos, de se voltar a ter um grande nome comandando o carnaval da verde e rosa, parece que se tornará realidade. Rosa Magalhães com seu estilo tradicional seria um ótimo casamento para a Estação Primeira, que tem sofrido bastante em sua plástica nos últimos carnavais.

Bom, é notório que sempre defendi um nome do porte de Max Lopes, que na minha concepção é um dos mais talentosos e brilhantes profissionais do mercado, ao lado de Alexandre Louzada (mas que infelizmente declarou que seu sangue é azul e branco), Paulo Barros, Alex de Souza e Renato Lage, e Rosa Magalhães, certamente está neste time de excelentes carnavalescos.

A experiência, o talento e a visual, quase que perfeita de Rosa, unida a tradição da Mangueira certamente dará trabalho na Sapucaí. De todo modo, a eleição ainda não está decidida, mas fica um recado dos julgadores da LIESA para o próximo presidente: a Velha Manga precisa aprimorar quesitos como alegorias e adereços, fantasias, enredo e conjunto, quesitos estes, muito próximo a função de um carnavalesco.

Vamos Mangueira, Essa É A Hora!!!

Mangueira tem disputa eleitoral acirrada

Mangueira

No aniversário da Mangueira, dia 28 de abril, será escolhido o novo presidente da Verde e Rosa. O deputado estadual Chiquinho da Mangueira, Percival Pires, Raymundo de Castro e José Sotério são os candidatos. Sotério, último a confirmar sua chapa, é o vice de Ivo Meirelles.
Duas vezes presidente da Mangueira, Percival defende ‘uma gestão com transparência, liberdade e o direito de ir e vir no grêmio’. Já Raymundo planeja ‘levantar o orgulho da Mangueira e melhorar a administração financeira da escola’.
Francisco de Carvalho, o Chiquinho da Mangueira, concorda que é ‘importante resgatar a autoestima dos mangueirenses, mas também se preocupa com com a infraestrutura da escola’.
“Quero reformar a quadra, que está destruída”, diz o deputado, que também é sócio benemérito da Portela, com direito a voto.  

Clima esquenta na Portela


 Entre escândalos, acusações e protestos, Nilo Figueiredo lançou  sua candidatura a mais um mandato no comando da Portela, tendo o filho Nilo Figueiredo Junior como vice. Neste domingo, durante o almoço de lançamento de sua chapa ‘Portela Nossa Paixão’, na quadra da escola, em Madureira, o grupo de oposição ‘Portela Verdade’ — que tem Serginho Procópio como candidato a presidente e Marcos Falcon como vice — organizou carreata com 123 carros, 40 motos e um ônibus pelas ruas do bairro e do vizinho Oswaldo Cruz.

Nilo Figueiredo tem o apoio de Tia Surica | Foto: Ricardo Almeida / Divulgação
Nilo Figueiredo
A eleição, marcada para 30 de maio, já acirra os ânimos de portelenses. Conforme publicado pelo ‘Informe do DIA’, sábado, integrantes da diretoria foram intimados a depor pelo delegado federal Victor Poubel. Os esclarecimentos cobrados são relativos à verba de R$ 500 mil repassada por empresa de biscoitos para a construção de um carro alegórico, que não chegou à Avenida porque não saiu do papel.

Manifestantes favoráveis ao candidato Serginho Procópio percorreram ruas de Madureira e Oswaldo Cruz | Foto: Paulo Alvadia / Agência O Dia
Portela
Durante o almoço da ‘Portela Nossa Paixão’, membros de torcidas organizadas da Azul e Branca foram para a porta da escola afim de protestar. Eles seguravam faixas e hostilizavam a atual administração de Nilo Figueiredo.
Outra investigação da Polícia Federal aponta para denúncia de que integrantes da escola foram obrigados a pagar pelo uso de ônibus cedidos de graça à Portela. “Não vou rebater essas críticas. Nos últimos anos, fomos nós que brigamos pelo dinheiro das escolas. Fizemos obras na quadra e investimos nos nossos jovens com projetos sociais”, defende-se o presidente Nilo.

Ao ser questionado sobre o uso de carro-pipa para suprir a falta de água na quadra em Madureira, Nilo diz tratar-se de uma economia. “A Cedae me cobra R$ 20 mil. Sai muito mais barato contratar um caminhão-pipa”, conta ele, sem revelar o valor do abastecimento.
O sambista Serginho Procópio contra-atacou: “Isso está denegrindo a imagem da Portela e do Carnaval do Rio. Já desfilamos até sem a velha-guarda e com nossa águia sem asas”, criticou o opositor.

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Imperatriz Leopoldinense já tem título do enredo para o carnaval 2014

Zico
'Arthur X - O reino do Galinho de Ouro na corte da Imperatriz' é o título do enredo da Imperatriz Leopoldinense para o Carnaval de 2014. O desfile da escola será desenvolvido pelo carnavalesco Cahe Rodrigues. Vale lembrar que Arthur Antunes Coimbra é o nome de Zico, o jogador de futebol que brilhou com a camisa do Flamengo, da Udinese (Itália), Kashima Antlers (Japão) e da seleção brasileira. No Carnaval de 2013, a Imperatriz ficou na quarta colocação e voltou a desfilar no sábado das campeãs.

Análise das justificativas do Carnaval 2013 sob o olhar de Leonardo Bruno II

Carnaval 2013

Não me canso de falar da importância do julgamento para os destinos do carnaval. É ele que determina os rumos da festa. Por isso acho ruim que os julgadores falem tão pouco, que não se exponham, que fiquem enclausurados: eles são figuras fundamentais da disputa, e devem dialogar com os demais personagens do carnaval (escolas, público, imprensa, artistas). E é isso que faz o momento da divulgação das justificativas tão importante: é através delas que os jurados falam (veja aqui o arquivo completo)! Quanto mais opinarem em outros fóruns, quanto menos caixa preta for o julgamento, menor vai ser a carga feita em cima dessas folhas – que é cruel, cá entre nós, já que é muito difícil justificar um julgamento artístico tão complexo naquelas linhas exíguas.
Mas, se é através delas que eles falam, vamos às justificativas. Peguei dois quesitos para analisar primeiramente, evolução e harmonia, que têm uma ligeira ligação entre si, e que são objeto de muitas dúvidas sobre a forma de julgamento. Além disso, este ano houve reclamações sobre algumas notas, como a falta de punição a um buraco da Beija-Flor e o excessivo rigor com a harmonia da Mocidade, uma das escolas que mais cantou na Avenida. Vamos à análise mais detida das justificativas divulgadas nesta quarta-feira no site da Liesa.
EVOLUÇÃO 
- Jurada Salete Lisboa
Algumas justificativas me causaram estranheza, como estas:
"A ala das baianas em algumas de suas fileiras apresentou excesso de espaço entre suas integrantes, prejudicando sua exibição". (INOCENTES)
"Pude observar que a ala 19 aos 39 minutos teve uma embolada entre suas fileiras, prejudicando sua evolução". (MOCIDADE)
Vejam bem, amigos, em primeiro lugar o conceito de fileiras é algo extremamente nocivo às escolas de samba, e deveria ser punido, em vez de defendido, como nestas justificativas. Um "embolamento de fileiras" de uma mesma ala, como no caso da Mocidade, NÃO deve ser punido pelo julgamento. Pelo contrário: é DESEJÁVEL que, dentro de uma ala, os componentes possam se movimentar livremente, brincando o carnaval; afinal, essa é a essência da festa, ou não? Da mesma forma, um espaço entre as "fileiras" da ala das baianas também não deve prejudicar a exibição da ala. A espontaneidade do carnaval não admite fileiras. E o jurado deveria ser o principal guardião disso.
- Jurado Luiz Eduardo Resende
Ressalto essa justificativa em relação à Inocentes de Belford Roxo: "Nas alas anteriores à bateria, falta de empolgação, de criatividade". Não consigo compreender o que é ter criatividade na evolução.
- Jurado Carlos Pousa
"Coesa e fluente, a escola perde um décimo na empolgação em comparação com as melhores". Esta mesma justificativa foi utilizada para quase todas as escolas que não tiraram 10 (variando apenas se a punição era de um ou dois décimos): Imperatriz, São Clemente, Portela, Mocidade, Ilha, Tijuca e Salgueiro. O texto era rigorosamente igual para todas as agremiações. Levando em conta que o júri tem um papel "didático", ou seja, deve registrar erros e acertos para que o documento sirva de preparação para o carnaval seguinte, essa justificativa de nada serve para as agremiações.
Para Carlos Pousa, a Grande Rio foi uma das três escolas que merecem a nota 10. Como a justificativa para todas as outras notas foi a falta de "empolgação em comparação com as melhores", deduz-se que Pousa achou a Grande Rio extremamente empolgada em seu desfile. Nesse caso, vale a comparação com a justificativa da Grande Rio feita pelo jurado Luiz Eduardo Resende, que ficou no módulo à esquerda de Pousa: "A frente da escola já não estava muito animada. Faltou ousadia, criatividade. Nem as duas alas à frente da bateria conseguiram incendiar o desfile, bastante burocrático. Terminou como começou: sonolento".
- Jurada Sonia Gallo
Sem observações
HARMONIA
- Jurada Célia Souto
Aqui também observa-se uma diferença enorme nas avaliações da escola Grande Rio. Enquanto para a jurada Célia Souto a harmonia da Grande Rio mereceu nota 10, o jurado Sidnei Dantas, que fica na cabine à sua direita, considerou a segunda pior harmonia do ano, com nota 9,6, apresentando "pouca garra e vibração, canto pouco fluente, não permitindo um desempenho satisfatório de sua harmonia".
- Jurado Sidnei Dantas
Foi o único que tirou merecidos pontos da Unidos da Tijuca pelo barulhão que saía de seu abre-alas.
- Jurada Simone Leitão
A jurada Simone Leitão foi a única que tirou merecidos pontos da guerra de vozes provocadas pelo excesso de intérpretes em algumas escolas. No caso, foi a Inocentes de Belford Roxo, com Thiago Britto e Wantuir (mas outras também mereciam). Veja a justificativa dela: "Múltiplas palavras de incentivo e gritos de empolgação do intérprete sobrepujaram a melodia principal e a compreensão do canto"
Veja outro motivo de perda de pontos da Inocentes: "Ornamentação melódica dos cavacos com progressões harmônicas e cromatismos ascendentes e descendentes que afetaram o equilíbrio harmônico para sustentação do canto, função principal dos instrumentos". Incompreensível.
- Jurado Nilton Rodrigues
Todas as justificativas são idênticas, com "tonalidade mantida" e "canto e ritmo bem entrosados" em todas as agremiações. Sim, todas, sem exceção. Todas as 12 escolas mantiveram a tonalidade e tiveram entrosamento de canto e ritmo, sem nenhuma gradação de qualidade entre elas. Suas notas só punem a ausência de canto, e aí há uma extensa lista das alas que não cantam em cada escola.
Termino a análise destes dois quesitos com a espirituosa frase de Nilton Rodrigues na justificativa da Mangueira: "A escola correu a partir dos 70 minutos, e cantar correndo é difícil, todos nós sabemos".