quarta-feira, 11 de junho de 2014

Cid Carvalho anuncia enredo da Mangueira

Enredo da Mangueira
Em sua página no facebook, o carnavalesco Cid Carvalho anunciou o enredo da Estação Primeira de Mangueira, que levará para a avenida as "Mulheres Mangueirenses" como já havíamos publicado aqui anteriormente, as negociações sobre a possibilidade de homenagear Cabro Frio não avançaram, muito pela campanha e rejeição dos mangueirenses a mais um enredo cep, patrocinado e sem identidade com a Verde e Rosa.

Confiram na íntegra a publicação de Cid Carvalho:


BOM DIA!!!!!!!!

Hoje, mergulho nesta liberdade que somente a poesia pode conceder e sonho. Sonho que é primavera no morro de Mangueira e as "ROSAS", em verso e prosa, novamente desabrocharam com todo o seu esplendor. Sonho que por mais uma noite as grandes mulheres de Mangueira descerão o morro em cortejo para reinar na folia como legítimas representantes da dinastia do samba. Sinto a presença de vovó Luciola e um doce perfume invade o meu sonho, entorpece a minha alma e se espalha por ruas, becos e vielas. Vejo os barracos-castelos enfeitados com guirlandas florais e o povo vestido com fidalguia para a noite triunfal. Venham divinas damas que carregam no sangue esta nobreza ancestral, ouçam os versos mais belos que o poeta compôs para lhes ofertar. Venham, pois é através de suas histórias e memórias que a Mangueira vem contar e cantar a trajetória de outras grandes mulheres do Brasil!"

segunda-feira, 9 de junho de 2014

Ordem dos desfiles das escolas de samba do grupo especial 2015

Ordem dos desfiles 2015
Em noite de gala na Cidade do Samba, representantes das escolas de samba do grupo especial do Rio de Janeiro através de um sorteio, definiram a ordem dos desfiles, sem acordo entre as agremiações para trocas, o desfile se definiu desta forma:

DOMINGO:
VIRADOURO

MANGUEIRA
MOCIDADE
VILA ISABEL
SALGUEIRO
GRANDE RIO


SEGUNDA-FEIRA:
SÃO CLEMENTE
PORTELA
BEIJA-FLOR
UNIÃO DA ILHA
IMPERATRIZ
UNIDOS DA TIJUCA

Escolas que concentrarão na posição par estarão no lado do Prédio do Balança, e as escolas de posição ímpar estarão no lado do Prédio dos Correios.

sexta-feira, 6 de junho de 2014

Sinopse Em Cima da Hora 2015

Em Cima da Hora 2014 enredo
Em Cima da Hora 2015
Enredo: 'No coração da cidade: uma história das mil e uma noites - o Rio das Arábias'
Introdução 
Mais do que um livro, “As Mil e Uma Noites” é um tesouro da humanidade. A história acontece numa Arábia lendária, onde o Rei Xeriar, vitimado pela infidelidade de sua mulher, mandou matá-la e resolveu passar cada noite com uma mulher diferente, que mandava degolar na manhã seguinte. 
O Vizir, então, indicou para o Rei sua filha, Xerazade, que para fugir daquele destino, resolveu apostar numa arriscada estratégia: contaria histórias ao Rei, interrompendo o desfecho e deixando um clima de suspense até a noite seguinte. Ao final de mil e uma noites, o Rei, completamente envolvido por Xerazade, reconheceu que a amava, tornando-a sua rainha. 
As histórias de Xerazade correram o mundo todo. Eram contos de aventura, mostrando diversos aspectos do mundo árabe de forma mágica e encantadora.  
Os árabes chegaram ao Rio de Janeiro e promoveram uma verdadeira revolução em nossos costumes. Como uma das histórias de Xerazade, a imigração árabe também foi uma grande aventura, tão impressionante como as de Simbad, Ali Babá ou Aladim.  
E é assim que o G.R.E.S. Em Cima da Hora, na celebração dos 450 anos do Rio de Janeiro, apresenta seu carnaval – transformando a imigração árabe em nossa cidade numa grande aventura das Mil e Uma Noites, revelando seus costumes, sua cultura e a sua arte, celebrando a influência deste povo heroico em nossa terra, inclusive na forma como fazemos o nosso carnaval.  
Prepare-se para esta grande viagem!  
Sinopse 
Está na hora de ouvirmos mais uma grande aventura. 
Xerazade está a postos. Ela já nos encantou com narrativas fascinantes em um universo encantado onde gênios saíam de lâmpadas e tapetes ganhavam altura até se juntarem às estrelas do firmamento. É a Arábia das narrativas de marujos e ladrões, de Ali Babá, Aladim e Simbad. 
Esse universo encantado é o sonho das Mil e Uma Noites. 
Quando pensamos na Arábia, diversas imagens vêm à nossa mente: o clima quente, a culinária, a riqueza das jóias, o requinte do Narguilé, os tecidos, os instrumentos musicais e até a influência no estudo da matemática.  Mas, agora, as histórias de Xerazade ganharão novos ares. Ela nos levará por caminhos desconhecidos e lugares até então inimagináveis. 
Com a Arábia em nossos corações, a voz de Xerazade nos guiará a um novo mundo. A imaginação nos fará deixar para trás os portões dos grandes palácios, cruzar os “setes mares” e ir de encontro a um novo destino: o Rio de Janeiro. 
Os Árabes aqui chegaram e deixaram suas marcas no nosso dia a dia, inclusive nos azulejos e nas formas arquitetônicas de nossas edificações. Aprendemos sua arte e suas danças. 
A grande proliferação de periódicos árabes (entre 1890 a 1950) mostrou a força de sua imprensa no Rio de Janeiro, mudando de forma definitiva a nossa forma de ver e entender o mundo. 
Através da influencia dos mascates, herdamos a cultura da barganha. Hoje, encravado no coração do Rio de Janeiro, temos o Saara, um grande mercado que traduz a tradição árabe no comércio de nossa cidade. O Saara, além de ser um pólo econômico, é também uma referência na nossa cultura popular. O mercado foi um dos primeiros lugares do Rio de Janeiro a adotar as datas festivas em sua decoração. 
 
O povo, ao som das marchinhas que tocavam nas rádios, como “Alah-la-ô” e “Odalisca” (ambas de Haroldo Lobo, a primeira em parceira com Nássara, a segunda com Geraldo Gomes) ia ao Saara – que foi pioneiro na organização dos primeiros bailes carnavalescos do Rio de Janeiro – para comprar suas fantasias para brincar o carnaval. 
 
Xerazade, então, faz de sua nova história das Mil e Uma Noites, uma grande festa, num cenário paradisíaco, onde as pessoas se vestem para extravasar a sua alegria... 
É a celebração dos 450 anos do Rio de Janeiro num carnaval das Arábias!  

Desenvolvimento do enredo, pesquisa e texto: carnavalesco Marco Antonio em parceria com Thiago Meiners

Cid Carvalho fala da escolha do enredo da Mangueira para 2015

Cid Carvalho
O carnavalesco Cid Carvalho, postou no fim da manhã de hoje (06-06), um desabafo em resposta ao que tem se observado nos últimos dias em torno da calorosas conversas nas redes sociais, relacionadas a escolha do enredo da Estação Primeira de Mangueira para o carnaval de 2015.

Veja na íntegra:


BOM DIA MANGUEIRENSES!
Natualmente, por conta da minha posição dentro da Escola, não entrarei na questão da escolha de enredo, porém gostaria de deixar registrado o que tenho observado, com certa preocupação. 
Muito mais que um debate saudável entorno dos prováveis enredos para 2015, o que tenho percebido é uma triste e desnecessária disputa entre os partidários da atual administração e da anterior!
Às vezes, tenho a impressão que, algumas pessoas até torcem pelo pior apenas para ter o prazer de apontar o dedo para o erro!
Caramba, gente! 
Estamos falando da Mangueira que todo torcedor afirma amar!
Ta mais do que na hora de colocá-la em primeiro lugar! 
Vamos, todos juntos, lutar e trabalhar para que a Mangueira brilhe cada vez mais!
Eu tenho feito a minha parte.
Fiz na administração do Ivo e, estou fazendo na do Chiquinho. 
Porque eu entendo que a Mangueira tem que ser a Estação Primeira nas minhas atitudes!

quinta-feira, 5 de junho de 2014

A Guiné Equatorial da Beija-Flor - enredo 2015

Beija-Flor de Nilópolis
Batido o martelo em Nilópolis, e a Beija-Flor vai para 2015 com o que sabe fazer de melhor, um enredo de temática africana, com alças para todo luxo, poesia, luta do povo negro, cultura, desenvolvimento de um continente marcado por uma enorme dívida social, e esta é oportunidade da 'Deusa da Passarela', apagar de uma vez por todas o desastroso equívoco que foi seu enredo em homenagem a Boni, o ex-todo poderoso da Rede Globo de Televisão. Mostrar para o mundo do samba, que é uma escola de verdade, gigantesca por sua história, e de forma alguma precisaria de algum tipo de ajuda das mídias para sagrar-se campeã outra vez, tem time para isto, história, bandeira, e uma raça de componentes que faz inveja a muita gente que se diz escola de samba.
Guiné Equatorial, não será apenas um enredo para a Beija-Flor, significará uma lavagem de alma, corpo, e coração, tão amargurados pelo péssimo desempenho em 2014, num enredo atrapalhado de escola que poderia ser classificada como iniciante, por um samba medíocre e ridicularizado na Sapucaí, e um ano para ser esquecido pelos valentes guerreiros,  quase imbatíveis nilopolitanos.
A Comissão de Carnaval, já está debruçada na elaboração da sinopse, bem como perspectivas para a execução do carnaval, membros da escola que já visitaram o país africano, inclusive, realizando shows para o  conhecimento da agremiação naquele país, garantem que será um enredo para marcar época, nunca visto antes, e que jamais será produzido depois, abordando muito mais do que religião ou crenças, e aí repito, ser esta uma oportunidade ímpar para a Beija voltar a ser quem se tornou nos últimos anos. A direção de carnaval já anunciou que o foco do enredo será a história do negro naquela região, o que só me traz ótimas deduções e animação para ser encantado outra vez.
Com um robusto patrocínio, ainda não divulgado em cifras, vindas com o aval do presidente-ditador Teodoro Obiang Nguema Mbasogo, que é o oitavo governante mais rico do mundo, apesar dos péssimos índices de desenvolvimento humano na Guiné Equatorial, dinheiro não será um problema para a Beija-Flor, em tempos de redução de gastos entre diversas agremiações, a escola deverá contar com um poderio econômico poucas vezes visto na Sapucaí, e muito deste patrocínio se deve a incansável equipe da azul e branca, que une gestão administrativa a uma visão clara, do que é fazer carnaval neste país.
Vamos Beija-Flor, Essa É A Hora!



quarta-feira, 4 de junho de 2014

Mangueira na Copa do Mundo

Copa do Mundo

E vai começar a festa verde, amarelo, verde e rosa. 
No dia 12/06, começa a Copa do Mundo e a Mangueira não ficará de fora desta animação. Nos jogos, no Palácio do Samba  terá um telão de LED para a torcida brasileira. Após os jogos, os grupos Batuque na Cozinha, Art Júnior, a bateria da Mangueira, passistas e o Dj Barney vão animar ainda mais o Palácio do Samba. E em cada dia, uma atração diferente, entre eles estão Arlindo Cruz, Mumuzinho e Marcelo D2.

Preço super baixo: R$10.

Grande Rio será a Moda Brasileira em 2015

Moda Brasileira
A Grande Rio bateu o martelo, vai de moda brasileira no carnaval de 2015. Com um robusto patrocínio da CeA Modas, a escola vai retratar o cenário da moda em diferentes vertentes. O carnavalesco Fábio Ricardo desenvolverá o desfile da escola pelo segundo ano, em 2014 conquistou um sexto lugar, não muito satisfatório para o investimento que se fez.

As negociações com outros enredos que estavam em pauta, não foram concluídas e a escola vai mesmo de Moda em 2015.

terça-feira, 3 de junho de 2014

Sinopse da São Clemente de Rosa Magalhães para 2015

Rosa Magalhães
 A incrível história do homem que só tinha 
medo da Matinta Perera, da tocandira e da onça pé de boi

Em Rio Branco era assim, um florestão envolvendo a cidade. Ninguém adentrava 
na mata – “Tá doido seu?” Era habitada pela bruxa Matinta Perera, que calava o 
uirapuru mas que sumia com a chuvarada, por um bicho brabo, o gogó de sola, de 
dentada perigosa feito cobra, pela formiga tocandira, pela onça do pé de boi, que 
todo mundo jura que existia, com pé de boi e tudo. Pois foi lá nesse lugar tão longe 
que nosso personagem passou a infância.
Foi crescendo até que um dia chegou a hora de voltar para o Rio de Janeiro, sua 
terra natal e onde passaria o resto de sua vida.

No Lido é que começou a brincar carnaval, ouvindo “Mamãe eu quero” e 
“Touradas em Madri”. O bloco de sujo de que fazia parte ensaiava no cemitério. A 
molecada se encontrava perto da quadra IV, que ainda estava em construção, e os 
defuntos ali enterrados não reclamavam do barulho.

“A avenida Rio Branco era um deslumbramento só” – mão dupla, tudo 
decorado, cheia de grupos fantasiados. Entre os carros, desfilavam os cordões, 
grupos e blocos com muitos pierrôs, arlequins, tiroleses, holandeses e muitas 
colombinas também.

Passa o tempo, passa a guerra, passa a ditadura de Vargas, o tempo vai 
correndo e nosso herói vai se tornando mais adulto e mais valente. Essa avenida 
Rio Branco, dos desfiles carnavalescos, era a mesma que abrigava o Teatro 
Municipal, a Biblioteca Nacional, o Museu e a Escola de Belas Artes. E lá foi ele, 
atraído pelas artes, para a tal escola, e também para o teatro, onde trabalhou 
por muito tempo. Foi desse local, numa janela do andar superior, seu camarote 
exclusivo, que viu pela primeira vez um desfile de escola de samba, com Natal 
reclamando e a Portela evoluindo, alí , naquela mesma avenida.
Um dia, foi convidado para fazer parte do júri das escolas de samba. Aceitou.
E foi também na Avenida Rio Branco que, encarapitado num palanque de 
madeira, viu um desfile bastante sui-generis. “A primeira escola quebrou o eixo 
do carro... Que entre a segunda.... Mas a segunda só entraria se a primeira 
entrasse.... Então que entre a terceira... E nada da terceira, e nada da quarta 
também – Às onze e meia da noite, chega alguém avisando que a quinta iria 
desfilar – até que enfim...”
A quinta era o Salgueiro, apresentando enredo sobre Debret – o que cativou 
nosso jurado: em vez de “Panteão de Glória”, “Batalhas de Tuiuti”, etc., cantava 
um artista – Debret. 

Foi desse dia em diante que nosso personagem tornou-se carnavalesco e 
salgueirense – as cores vermelho e branco ainda por cima o remetiam ao time de futebol lá do Rio Branco, quando ainda era menino.
Não esperava receber o convite para desenvolver o enredo para o Salgueiro, 
no ano seguinte. Escolheu a resistência negra durante o período da escravidão, 
Nzambi dos Palmares, ou Zumbi dos Palmares, assunto que não era focalizado 
pelas escolas. Virou filme, e Zumbi hoje é símbolo de resistência.

Descobriu para o povo não só o Nzambi como Xica da Silva (foi um estouro!!), 
Aleijadinho, e acabou desencavando um enredo sobre uma visita de um rei negro a 
Mauricio de Nassau – cuja música foi cantada não só no carnaval como em estádios 
de futebol, casamentos, e até hoje faz sucesso – Olêlê, Olálá, pega no ganzê, pega 
no ganzá...

Apesar das vitórias, havia uma certa crítica negativa a ele, dizendo que não 
se deveria interferir numa manifestação popular. Tinham esquecido que, desde 
a década de 40, as escolas contratavam artistas eruditos e profissionais para 
realizarem seus enredos.

No ano do IV Centenário da Cidade do Rio de Janeiro, o tema escolhido foi 
“História do Carnaval Carioca”, que retratava o carnaval carioca e o baile dos 
pierrôs, produzido por Eneida todo ano. Jogaram muito confete e serpentina 
durante o desfile, e os garis estavam esperando o Salgueiro sair da avenida para 
limpar tudo antes do desfile da Portela. Provocativos, os salgueirenses disseram 
que aquela era a comissão de frente da Portela. Os portelenses obrigaram os garis 
a irem limpando a pista no final do desfile do Salgueiro. Foi a apoteose – “Puxa, 
não esqueceram nada, tem até os garis limpando o final da festa!” Esses garis 
foram aproveitados mais tarde pelo Joãozinho Trinta no seu famoso desfile dos 
Ratos e Urubus. Na época, João era aderecista e bailarino. Acabou abandonando a 
dança e tornou-se carnavalesco, mas esta já é uma outra história...
O nosso herói fez outros carnavais vitoriosos. Depois, passou a bola adiante e foi 
se dedicar a vários afazeres nas TVs para as quais trabalhava.

Um dia, cansado da vida, foi embora, acho que um pouco contrariado, pois viver 
foi sempre uma aventura que encarou sem medo.
Deve ter sido recebido por uma extensa corte – Nzambi, Aleijadinho, Xica da 
Silva e outros tantos negros e mulatos que fazem parte da cultura deste país 
mulato. Agitando bandeirinhas, eles gritaram em coro: “Pamplona, Pamplona, 
Pamplona....”

Rosa Magalhães

Culinária mineira será o enredo do Salgueiro em 2015

Culinária mineira
A presidente Regina Celi, anunciou hoje (03-06), o enredo que o Salgueiro vai levar para a Sapucaí em 2015. Baseado no livro "História da Arte da Cozinha Mineira por Dona Lucinha", a vermelha e branca vai fazer um passeio cultural pela culinária mineira, bem como o próprio estado das Minas Gerais. O anúncio oficial será feito nesta quarta-feira, em Belo Horizonte, em um dos restaurantes de Dona Lucinha, a renomada cozinheira mineira.

O Salgueiro, divulgou que as negociações vinham desde o ano passado, entre o empresário José Marcílio Nunes, filho de Dona Lucinha, e Fred Costa, deputado estadual das Minas Gerais, que viabilizaram o entendimento entre as partes.

O deputado Fred Costa explicou que, mais do que a homenagem para a cozinheira mineira, é a cultura de Minas que vai para o Carnaval do Rio. "Vale ressaltar que não tem um centavo de recurso público. Será a união de duas tradições: a culinária mineira e o Salgueiro, ambos conhecidos e admirados nacionalmente", diz o deputado.

O Restaurante Dona Lucinha conta com duas unidades em Belo Horizonte, nos bairros São Pedro e Funcionários. Em São Paulo, o restaurante está localizado no bairro de Moema. A família também comanda o restaurante Aneto, que fica no piso P1, da estação de Metrô Conceição, na capital paulista. 

Maria Lúcia Clementino Nunes, conhecida nacionalmente como Dona Lucinha, tem hoje 82 anos e 11 filhos. Antes de abrir seu primeiro restaurante, em Belo Horizonte, foi professora, salgadeira, doceira, feirante, quitandeira e vereadora na cidade história do Serro, no Vale do Jequitinhonha, uma das regiões mais pobres de Minas Gerais. 

Vitor Art e Rodrigo Explosão assumem comando da bateria "Tem Que Respeitar Meu Tamborim"

Bateria da Mangueira
Após a dispensa de Mestre Ailton do comando da bateria "Tem Que Respeitar Meu Tamborim", o presidente Chiquinho da Mangueira anunciou na noite desta segunda-feira (02-06) o novo comando de uma das baterias mais respeitadas e tradicionais do carnaval brasileiro.
Na verdade a bateria será comandada a quatro mãos. Vitor Art, primeiro diretor e Rodrigo Explosão, segundo diretor, serão os novos mestres de bateria.
Vitor Art, que é cria da Mangueira e neto de Dona Cici, uma tradicional foliã da Verde e Rosa, e Rodrigo Explosão, filho do famoso diretor da Bateria, Alcyr Explosão, traduzem a aposta da escola no talento da casa, o que sempre foi uma tradição na Mangueira.

“Nossa meta é continuar o trabalho que já vem sendo feito. Vamos levar a criatividade para a Avenida, mas sempre respeitando a tradicional marca da nossa bateria e a união de todo o grupo. Precisamos voltar a sermos reconhecidos ao longe”, disse Vitor.


Além dos dois comandantes, Alexandre Marrom (de volta a direção de bateria), Reinaldo Neném, Hudson, Rodrigo Oliveira, Nielson, Alex Explosão, Jaguara Filho e Biraney, compõem a nova direção.

domingo, 1 de junho de 2014

Presidenta Dilma é ritmista da União da Ilha por um dia - BRT dá samba!


Dilma tocou tamborim com ritmistas da União da Ilha. Foto: Divulgação
Dilma Rousseff
Em clima de Copa do Mundo, e ao som de muito samba com a União da Ilha do Governador, a presidenta Dilma Rousseff, esteve em agenda oficial no Rio de Janeiro neste domingo (01-06) para inaugurar a Transcarioca, corredor expresso que liga o Aeroporto Internacional Tom Jobim à Barra da Tijuca, a obra é mais uma das tantas financiadas pelo Governo Federal que garantem mobilidade urbana como um legado do povo brasileiro nesta #CopaDasCopas no Brasil.

"Diziam que a Copa do Mundo não tinha legado nenhum. Eu, pessoalmente, acho que nenhum legado é da Copa do Mundo, todos os legados são do povo brasileiro. Por exemplo, nós não estamos fazendo aeroportos para a Copa do Mundo. Nós estamos fazendo aeroportos para todos os brasileiros. Por acaso, vai ser usado na Copa do Mundo", disse a presidenta.

Dilma chegou ao bairro de Madureira pela manhã, e foi recebida por operários que trabalharam na construção da Transcarioca, militantes, simpatizantes e o povo do samba, entre eles Dona Ivone Lara, cantora e compositora do Império Serrano, além de Monarco presidente de honra da Portela, e ritmistas da Bateria da União da Ilha, que abrilhantaram a solenidade no comando de Mestre Ciça. Na ocasião a presidenta Dilma se uniu aos ritmistas da tricolor insulana e ousou tocar tamborim com os ritmistas.

Diilma citou nominalmente cada um dos sambistas presentes, e disse ainda que "o BRT dá samba!".

Dilm


Feijoada da Mangueira com União da Ilha

Feijoada da Mangueira

A tradicional feijoada da Estação Primeira de Mangueira já tem data marcada. A festa acontece no dia 14 de junho, segundo sábado do mês. A Verde e Rosa inicia o projeto “Sambando com a Mangueira”, onde sempre receberá uma escola coirmã como convidada para o evento.

Além da bateria “Tem que Respeitar Meu Tamborim”, a atração será a União da Ilha do Governador, que já confirmou a presença do Mestre Ciça e sua bateria, além do intérprete Ito Melodia, casal de mestre-sala e porta-bandeira e segmentos da agremiação. Completam a festa os grupos Batuque na Cozinha e Art Junior.

A entrada e a feijoada custam R$20,00 cada e os portões estarão abetos às 13h.
Informações: 2567-3419 ou vendas@mangueira.com.br

Mestre Ailton deixa comando da bateria da Mangueira

Após quatro anos liderando os ritmistas da Estação Primeira de Mangueira, Mestre Ailton deixou o comando da bateria "Tem Que Respeitar Meu Tamborim", depois de uma conversa com o presidente Chiquinho da Mangueira, que busca organizar a escola em quesitos que lhe são próprios, mas que este ano perderam décimos consideráveis, o que ocorreu com a bateria, que mesmo encantando o público, não convenceu os julgadores.
O novo mestre será anunciado na próxima feijoada da escola, será prata da casa. O nome mais cotado é de Mestre Marrom, respeitado ritmista, líder nato na Mangueira, um nome que já vinha sendo reivindicado há algum tempo por parte dos ritmistas e da diretoria da Verde e Rosa.
Chiquinho, elogiou o trabalho e compromisso de Mestre Ailton com a Mangueira, porém ressaltou que a agremiação precisa mudar, e a bateria vai voltar ao seu ritmo tradicional em 2015. O presidente convocou uma Assembléia Geral pra os ritmistas da bateria, que ocorrerá dia 02 de junho às 19h na Vila Olímpica da Mangueira, no espaço Alcione.


sábado, 31 de maio de 2014

Ordem dos desfiles das escolas de samba do grupo de acesso 2015

LIERJ
Em noite de gala entre as escolas de samba do grupo de acesso, denominado Série de Ouro, as agremiações que fazem parte da LIERJ conheceram neste sábado (31-05), a ordem em que pisarão na Sapucaí em 2015, na quadra da Viradouro na cidade de Niterói.

O grande Mílton Cunha foi o mestre de cerimônias da solenidade, que contou com a torcida das diferentes agremiações e personalidades do mundo do samba.

Veja a ordem dos desfiles:


SEXTA-FEIRA:

1. UNIDOS DE BANGU
2. EM CIMA DA HORA
3. IMPÉRIO SERRANO
4. PARAÍSO DO TUIUTI
5. UNIÃO DO PARQUE CURICICA
6. PORTO DA PEDRA
7. CAPRICHOSOS DE PILARES


SÁBADO:

1. ALEGRIA DA ZONA SUL
2. ACADÊMICOS DE SANTA CRUZ
3. INOCENTES DE BELFORD ROXO
4. UNIDOS DE PADRE MIGUEL
5. IMPÉRIO DA TIJUCA
6. RENASCER DE JACAREPAGUÁ
7. ACADÊMICOS DO CUBANGO
8. ESTÁCIO DE SÁ


Neste carnaval as escolas de samba do grupo de acesso A, que concentrarem na posição ímpar concentrarão no lado dos Correios, e consequentemente, as escolas de posição par concentrarão no lado do Balança Mas Não Cai.

E se a Portela ganhar...

Portela
O que acontece quando uma escola de samba com a tradição de uma Portela vence o carnaval carioca? 

O que acontece quando um sonho que já não se realiza cerca de 30 anos, enfim vira realidade?

Não fosse bastante satisfatório o desfile da Portela em 2014, um sentimento de que  o tão sonhado título está perto de voltar à Oswaldo Cruz e Madureira parece ter tomado forma, corpo, espírito, alma e coração, num mundo azul e branco, aquele mesmo idealizado por Paulo da Portela ou o Senhor Natal, aquele mesmo que levou a Majestade do Samba aos seus insuperáveis 21 títulos, em anos de glórias e magia no carnaval deste país.

 O 2014 em Portela, não representou apenas um terceiro lugar ao fim do campeonato, representou a ordem de que o verdadeiro portelense estava correto em acreditar  que, seu único problema era a gestão administrativa de seu pavilhão entregue a quem não se devia, e confiado a quem não se acreditava. A nova ordem política na Portela, liderada por Serginho Procópio, Marcos Falcon, Monarco, Tia Surica, e tantos outros mestres portelenses conhecidos ou anônimos, com o único intuito de resgatar uma das mais importantes instituições culturais  do Brasil, a Portela, trouxe mais do que a tão esperada competitividade de volta, trouxe a esperança, a garra, a certeza.

E o que o portelense fez com esta esperança? Fez carnaval, mas carnaval como pouca gente aprendeu a fazer, um carnaval que não se apresentou rico como outras co-irmãs, mas fundado num ótimo samba, interpretado por um grande nome da nossa festa, Wantuir (impecável, diga-se), que reencontrou sua identidade e trouxe o coração à boca do torcedor, escolheram um samba com a cara da "nova" Portela, permitiram que um verdadeiro portelense desenvolvesse o carnaval, Alexandre Louzada deu todo o tom de requinte e luxo que a escola precisava, e, defendendo seu pavilhão, a herança que somente Danielle Nascimento pode carregar,  e mesmo com um enredo que nunca representou destaque entre a temporada, a Portela mostrou o que é ser uma escola de samba de verdade, pisou forte na avenida e não deixou em momento algum que o som de sua Águia altaneira fosse ofuscado, ainda que alguns tendenciosos julgadores tentassem, era a Portela que estava de volta.

E se em 2015 a Portela ganhar?

Confesso que  não me recordo de ver a Portela campeã do carnaval carioca, foi ainda no ano de 1984 seu último título conquistado, e ainda que não pudesse presenciar o lendário "Contos de Areia" daquele ano, ele serviu-me de instrumento para devoção e paixão ao samba, eu tinha apenas dois meses de idade, e de lá pra cá, este coração mangueirense, aprendeu a admirar, respeitar, tentar entender, mesmo sem nunca ter ouvido o grito de "é campeã", de um portelense. 

E depois deste 2014, nunca ficou tão presente  o sentimento de vitória na Portela como agora, com uma vontade tão grande de se conquistar o 22º título em sua história. É que parece que a Portela pode estar voltando ao seu lugar que é seu por direito, sempre entre as campeãs! Esta possibilidade, ganhou argumentos convincentes.

E se a Portela ganhar... Um mar azul e branco, como nunca visto antes, com todo respeito às co-irmãs que usam estas cores, há de ser um mar diferente, um legítimo azul e branco, simbolizando a vitória do samba sobre a industria hollywoodiana que tem se tornado os desfiles das escolas de samba para os mais antigos.

E se a Portela ganhar... Um gigante que dorme há 30 anos acordará com uma força que seria difícil de controlar, com um Alexandre Louzada em grande estilo, provando que, sim, é um dos melhores carnavalescos da história de nosso carnaval, por muito que já apresentou mereceria aplausos, mas por levar a Portela ao primeiro lugar, ainda mais merecerá um eterno: muito obrigado!

E se a Portela ganhar... o mangueirense vai ver o sonho de ser a escola de samba com o maior número de títulos ainda mais distante do Morro de Mangueira.

E se a Portela ganhar... esta, que já é uma das maiores torcidas, crescerá ainda mais para delírio dos mestres vivos e eternos portelenses, o ressurgir da  mais conhecida Águia do samba.

E se a Portela ganhar... muito mais se deve ao ano de 2014, mesmo com um terceiro lugar, do que com o inesquecível "Gosto que me enrosco" de 1995, no vice-campeonato conquistado à época.

E se a Portela ganhar... enfim, o sorriso vai voltar ao subúrbio do Rio de Janeiro, e Oswaldo Cruz e Madureira voltarão a ser a casa da grande campeã não apenas de todos os tempos, mas da atualidade, porque o passado é ótimo, mas o presente campeão é ainda melhor quando se pode unir tradição à vitória.

E se a Portela ganhar... estarei aqui para dizer: deve ser bom ser portelense!

Vamos Portela, Essa É A Hora! 

Portela 1984

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Sinopse da Cubango 2015

Cubango 2015

Apresentação

O Carnaval é a maior manifestação popular do Brasil e, com os desfiles das escolas de samba, criação genuinamente brasileira temperada pela herança africana, conseguiu vencer todas as barreiras socioculturais e romper fronteiras, notabilizado mundo afora, tornando-se símbolo da nossa identidade nacional.

O mundo em pleno século XXI vive um momento estranho, dando mostras, no mínimo incompreensíveis, de fatos e situações que já deveriam ter ficado para trás e só serem - infelizmente - lembrados em livros de histórias. Porém, isto volta a ocorrer nas sociedades de países do primeiro ao terceiro mundo: o preconceito! Estes acontecimentos nos levam a questionamentos muito sérios sobre os rumos da moderna sociedade, e sendo assim, nada melhor que usar esta máquina de cultura e alegria chamada escola de samba para levantar a bandeira contra o racismo e os preconceitos exaltando o orgulho de nossas origens africanas!

O ano de 2015 será um ano muito especial para todos os moradores da cidade de Niterói, uma vez que a cidade homenageará a África: berço milenar de todas as civilizações. A homenagem é justa e oportuna e que faz a nossa agremiação requerer o privilégio de ser a grande embaixadora deste evento, pois afinal, nos tornamos desde cedo um grande quilombo de resistência na luta contra os preconceitos sociais culturais, políticos e econômicos, privilegiando sempre nossas raízes africanas nos enredos. E o mais importante, e que dá toda a legitimidade para este fato, é que carregamos no nome o nosso maior orgulho e representação, um nome oriundo da mãe África, de uma região hoje pertencente a Angola, mas que nos primórdios pertenceu ao poderoso Império Negro do Congo: Cubango.

Com todos os nossos estandartes africanos levantados, sairemos na busca, através da África Ancestral, de nossa identidade, exaltando o poderio do grande Império Negro do Congo. Mostraremos a relação de Niterói com o tráfico de escravos, a clandestinidade e o germinar da semente de nossa comunidade. Exaltaremos os grandes heróis que lideraram movimentos de resistência negra surgidos neste país e, para finalizar a grande festa de congraçamento popular, celebraremos o orgulho de ser negro, afinal, "o negro é lindo". Sendo assim, nós da Acadêmicos do Cubango, representante legítimo da realeza africana nesse país, convidamos a todos a participar desse desfile que marcará a abertura do "ano da África em Niterói".

Jaime Cezário


Carnavalesco


Cubango, a realeza africana de Niterói.


"Uma peculiaridade que eu acho é este nome Cubango. Pelo pouco que nós sabemos, aqui viveram escravos que vieram de uma pequena cidade , de uma província de nome Cubango, na África."

(Sr. Francisco, ex-presidente da GRESA Cubango - Livro o Candomblé e o Lúdico - Maria Alice Rezende Gonçalves)




Sinopse

· Em busca da ancestralidade africana




África, esse continente que foi o grande berço da humanidade e da civilização, é sem sombra de dúvidas a grande matriarca da comunidade do Cubango em Niterói. Histórias orais revelam que a origem do próprio nome já representa o caminho a seguir na busca de sua identidade no Continente Africano.

A região de Cubango, hoje pertencente a Angola, fazia parte do grande Império Negro do Congo. O império era governado por um monarca, o Manicongo, que possuía uma grande área de influência na África.



Fundado por volta do século XIV, esse Estado centralizado congregava vários grupos da etnia banto. A principal atividade econômica dos congoleses envolvia a prática de um desenvolvido comércio.

O povo deste império tinha características guerreiras, mas também destacavam-se pelo fausto das cerimônias de cortejo, principalmente aquelas que contavam com a presença do rei (Manicongo). Os desfiles eram de grande magnificência e enriquecidos pela música e dança. Estas festividades ficaram tão fortemente enraizadas no inconsciente dos negros escravizados que vieram para o Brasil, que fizeram surgir em varias regiões do país, manifestações folclóricas atribuídas sempre aos cortejos do rei do Congo.


· A semente germina em Niterói - Quilombo do Cubango



O contato dos portugueses com reino do Congo teve grande importância na articulação do tráfico de escravos para o Brasil. Uma expressiva parte dos escravos que trabalharam na exploração aurífera do século XVII vieram desta região, e os negros eram mais caros por serem considerados mais inteligentes e já possuírem conhecimento de exploração de metais preciosos em solo africano.

Um forte comércio se intensificou entre o Brasil e África. No século XVIII veio a proibição do tráfico de escravos, principalmente pela pressão dos ingleses. Para burlar essa proibição, os traficantes buscaram outras alternativas para continuar com esse vil comercio. No caso do destino Rio de Janeiro, uma das alternativas criadas foi o desembarque clandestino nas praias da região oceânica. fazendo surgir em Niterói um mercado negro de escravos.

Niterói se tornou um entreposto clandestino de venda de escravos, um local de paragem, preparo e engorda dos africanos até o momento de sua venda. Essa clandestinidade do cativeiro trouxe como conseqüência um afrouxamento na segurança, pois não podiam chamar a atenção das autoridades da capital do Império, permitindo assim, que muitos escravos fugissem, florescendo alguns quilombos na região.

A herança oral registrou o fato de ter sido localizado um quilombo na região do Morro do Cubango. Um local de liberdade e onde poderiam cultuar sua ancestralidade, mantendo assim viva a chama da cultura africana. Uma semente que floresceu e se transformou nesse reduto de resistência cultural que é nossa Escola de Samba, e que vai trazer no seu nome toda a força da sua herança africana.


· Cubango cultua os grande heróis e os movimento resistência negra!


Neste Quilombo Cubango, a valorização da luta por liberdade e igualdade que aconteceram neste país é nosso estandarte. Saudar os grandes heróis negros que não tiveram medo de brigar por uma vida de respeito, dignidade, igualdade de direitos para acabar com os preconceitos de qualquer natureza, sejam raciais, sociais ou religiosos.

Tais reflexões nos levaram a reverenciar o Quilombo de Palmares, saudando Zumbi, este guerreiro negro que deu a vida pela liberdade e que hoje, é celebrado nacionalmente no "Dia da Consciência Negra".

O fruto plantado por Zumbi germinou e inspirou diversas lutas pelo Brasil, como a de Negro Cosme na Revolta da Balaiada no Maranhão.

Em Salvador a luta por liberdade e religião, como no caso de Luiza Mahin na Revolta dos Malês, bandeira levantada pelos negros muçulmanos.

A liberdade dos cultos afro-brasileiros com destaque para a atuação de Mãe Aninha, fundadora do Ilê Axé Opô Afonjá no Rio de Janeiro e em Salvador, influenciou o presidente Getúlio Vargas na promulgação do decreto-lei que proibiu o embargo sobre o exercício da religião do Candomblé no Brasil.

O grande Almirante Negro João Candido, conhecido como Dragão dos Mares, liderou a Revolta da Chibata, onde os marinheiros negros se rebelaram contra os castigos corporais impostos pelos oficiais, exigindo o fim desse martírio.

Abdias do Nascimento, um defensor da cultura e da igualdade para as populações afrodescendentes no Brasil, como deputado federal foi o pioneiro na defesa dos direitos humanos e civis no Congresso Nacional. Ele apresentou o primeiro projeto de lei propondo políticas públicas de igualdade racial.

Neste grande panteão de heróis, nos falta espaço para saudar tantos guerreiros que se notabilizaram nessa briga em prol dos negros africanos e dos afrodescendentes neste país, e que ainda com certeza, vão ser escritos muitos outros grandes capítulos em nossa história, pois a luta continua. Neste pensamento, nós da Acadêmicos do Cubango, promotora da Cultura Afro-brasileira, estaremos sempre valorizando estas conquistas e lutas em nossos enredos.


· Cubango é África em Niterói!


Rufam os atabaques, ganzás, surdos e cuícas, numa batida rítmica e astral. É hora da celebração! Evocamos a memória dos ancestrais africanos, fazendo soar pelos toques os cantos guerreiros dos negros pela libertação! Irmanados com a cidade de Niterói saudamos a mãe África! Pedimos a proteção de todos os orixás para a realização desta celebração. 

Dos quatro cantos do Brasil convidamos para participar desta festa manifestações folclóricas e culturais perpetuadas pelas tradições africanas. É hora desses filhos saudarem suas raízes que tanto colaboraram para tornar esse país mais rico culturalmente; do samba ao afoxé, do maracatu as congadas, do jongo ao cortejos de Chico Rei, o negro deu festa e vida ao Brasil, mas também mostrou sua força e sua garra sabendo resistir e driblar com sua malemolência os percalços sofridos. Um exemplo que precisa ser sempre exaltado com orgulho e festa!

Somos sim uma Nação mestiça, mistura de muitos povos, mas é inegável a contribuição africana! Negro se fez Rei na cultura, no esporte e na política! Temos hoje, referências de tantos que batalham por um país melhor e mais digno. A luta pelos direitos e o respeito ainda continua viva e necessária, mas hoje, nesse quilombo do samba que é a Sapucaí, queremos te exaltar: Ó África... Grande Mãe!

Seus filhos vem no ritmar da sua mítica magia te celebrar! Hoje somos todos negros e clamamos em seu louvor! Cubango, vestida de realeza africana, faz desse desfile um ato de amor e respeito, e convida o mundo a te coroar, porque tu és o grande berço de civilizações e deuses, de força de trabalho e cultura, a grande Majestade Negra, a Árvore da Vida!


Jaime Cezário
Autor e Carnavalesco



Justificativa

O ano de 2015 será para a cidade de Niterói um ano muito especial, será o ano da África. A cidade inteira se vestirá nas cores quentes desse continente para homenagear sua cultura e história. Nós, da Acadêmicos do Cubango, filha legítima da cidade, fomos buscar inspiração para o enredo numa viagem em cima do nosso próprio nome que é de origem africana e nos fez requerer o direito de ser a grande embaixadora deste evento para o Brasil e o mundo.

Mostrar nossas origens na Sapucaí é algo que nos enche de orgulho, pois temos certeza que também é a de milhões de brasileiros que lutam diariamente para construir um país mais justo. Quando citamos preconceito e racismo, queremos deixar claro, que não vamos mostrar isso no enredo. Queremos é banir esses sentimentos da moderna sociedade, e uma das formas pensadas por nós, foi a utilização do veículo escola de samba, para criar um enredo que exalte o orgulho de nossas origens africanas, de nossos heróis negros, de nossa origem quilombola e da festa que a mãe África merece sempre, pois o "negro é lindo!"

E assim surgiu "Cubango, a realeza africana de Niterói", um enredo criado pelo carnavalesco Jaime Cezário, mas com a colaboração de inúmeras pessoas conhecedoras da história do negro no Brasil.

Este enredo é uma festa de exaltação ao africano ancestral e os que para cá vieram escravizados, assim como, os nossos heróis e as personalidades afro-brasileiras. O papel do negro na sociedade atual é enorme, ocupando posições privilegiadas no cenário mundial, nos orgulhamos desses filhos da África, mas queremos deixar claro que este enredo é de exaltação aos negros que no Brasil conseguiram mover montanhas contra tudo e todos e lutaram e lutam por um país com mais respeito e dignidade.

Este enredo é para você brasileiro, que como nós da Cubango, tem sua origem miscigenada e que sofre, sonha e luta por um país mais justo e digno onde possamos viver com cidadania plena e sem corrupção. Somos frutos de tantos povos, somos uma mistura de raças, somos brasileiros e nesse carnaval seremos África na Sapucaí!


Jaime Cezário
Autor e Carnavalesco