segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

BEIJA-FLOR VIRÁ COM TRONO DE JOÃOSINHO TRINTA VAZIO

Fran-Sergio, da comissão de carnaval da escola
Fran-Sérgio

O mundo do samba é unânime em afirmar que Joãosinho Trinta é insubstituível. Partindo dessa premissa, a Beija-Flor vai cruzar a Avenida com um trono vazio. O carnavalesco — que morreu em dezembro de falência múltipla dos órgãos — viria num assento real, dentro de uma coroa. No lugar dele, haverá apenas as roupas que ele usaria no desfile.

— Foi uma ideia que tivemos. O Joãosinho havia mandado fazer uma roupa simples, uma calça e uma camisa, e devemos pendurá-las na cadeira — explicou Fran-Sergio, da comissão de carnaval da escola.

Joãosinho viria na última alegoria da Beija-Flor, em um setor que vai homenagear personalidades maranhenses — como Alcione e Zeca Baleiro. Após a morte do carnavalesco, a comissão de carnaval decidiu, ainda, relembrar o polêmico "Cristo Mendigo", do desfile "Ratos e urubus, larguem a minha fantasia" — do carnaval de 1989, da Beija-Flor.

— Era nossa ideia original, antes de o Joãosinho morrer. Nós vamos tirar o plástico preto na Avenida — contou Ubiratan Silva, o Bira, da comissão de carnaval.

O diretor da Azul e branco, Laíla, faz mistério quanto à passagem do "Cristo Mendigo" na Sapucaí. Mas nega que a escultura terá o rosto de seu criador, João Trinta.

— Ele terá o rosto de um Cristo. Mendigo — despistou o diretor.


Atenas brasileira

No enredo sobre o Maranhão, a Beija-Flor desvendará lendas e curiosidades do estado ludovicense. E esta é a primeira: quem tem origem em São Luiz é chamado ludovicense.

— O Maranhão tem duas alcunhas. Uma é Atenas brasileira, por causa da quantidade de conhecimento que se originou de lá. A primeira gramática do Brasil foi escrita em São Luiz. E a segunda é Jamaica brasileira, porque o reggae ganhou muita força neste estado — detalhou Bira, que trabalhou no desenvolvimento do enredo da Beija-Flor.

Depois de um ano vitorioso, Laíla está confiante no trabalho em equipe desenvolvido no barracão. Na agremiação de Nilópolis, a criação não fica centralizada em um carnavalesco: é distribuída pela comissão de carnaval.

Raymondh Júnior


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